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GWM projeta R$ 20 milhões em vendas de caminhões a hidrogênio no Brasil em 2026

Companhia já negocia com sete centros e empresas privadas no país, além de um cliente na América Latina, e projeta R$ 200 milhões em faturamento para 2027

Assessoria de Imprensa

28/07/2026 00h01

A GWM Brasil inaugura um novo ciclo da sua estratégia de mobilidade a hidrogênio no país.

O primeiro caminhão da GWM Hydrogen powered by FTXT realizou seu primeiro abastecimento com hidrogênio verde produzido no próprio Centro de Referência em Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio Verde, recém-inaugurado no Senai Cimatec Park, em Camaçari (BA).

O marco coincide com o início das primeiras negociações comerciais do veículo no país, que devem se traduzir nas primeiras vendas do caminhão a hidrogênio da marca na América Latina.

A FTXT é a subsidiária da GWM na China respons

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A GWM Brasil inaugura um novo ciclo da sua estratégia de mobilidade a hidrogênio no país.

O primeiro caminhão da GWM Hydrogen powered by FTXT realizou seu primeiro abastecimento com hidrogênio verde produzido no próprio Centro de Referência em Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio Verde, recém-inaugurado no Senai Cimatec Park, em Camaçari (BA).

O marco coincide com o início das primeiras negociações comerciais do veículo no país, que devem se traduzir nas primeiras vendas do caminhão a hidrogênio da marca na América Latina.

A FTXT é a subsidiária da GWM na China responsável pelo desenvolvimento de tecnologias de célula a combustível e componentes que utilizam o hidrogênio. Fora do país asiático, ela adota a marca internacional GWM Hydrogen, reforçando o posicionamento global da empresa nesse segmento.

Vendas em ritmo acelerado - A GWM Brasil estima R$ 20 milhões em vendas de caminhão e outras soluções que utilizam célula a combustível a hidrogênio no Brasil ainda em 2026.

O número já é considerado conservador: a empresa mantém negociações em curso no país com sete empresas privadas e centros de tecnologia, cujo valor combinado supera essa projeção, além de uma negociação adicional com uma empresa responsável por negócios sustentáveis na América do Sul - o primeiro passo da tecnologia para fora do território brasileiro.
Para 2027, a meta sobe para R$ 200 milhões, reforçando o Brasil como mercado prioritário da marca fora da China, onde está instalada a única unidade da GWM Hydrogen além da matriz.

Novo abastecimento, novos quilômetros - O abastecimento no Senai Cimatec, na Bahia, marca a transição dos testes do caminhão para o uso de hidrogênio verde produzido localmente, permitindo avaliar o desempenho da tecnologia em condições reais de operação.

Nos próximos dois meses, o veículo somará mais de 1.000 km rodados nas instalações do centro - já são mais de 500 km percorridos, o que torna o modelo o primeiro caminhão pesado a hidrogênio em mais de 130 países no mundo a atingir essa marca.

Os ensaios avaliam eficiência energética, autonomia, desempenho operacional e infraestrutura de abastecimento, com hidrogênio produzido na planta piloto do próprio parque tecnológico.

“O primeiro abastecimento do caminhão com hidrogênio verde produzido no Cimatec representa um momento histórico para a mobilidade sustentável no Brasil. Estamos conectando veículo, infraestrutura e produção de combustível renovável em um mesmo ambiente de inovação, criando condições concretas para acelerar o desenvolvimento da mobilidade com hidrogênio no país”, afirma Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil.

Escala comprovada na China - A confiança da GWM no mercado brasileiro se apoia na experiência acumulada pela FTXT.

A empresa colocou mais de 500 novos caminhões a hidrogênio em operação na cidade de Baoding, ultrapassando a marca de 2.000 unidades em circulação no total e mais de 1.000 novos veículos somente em 2025, consolidando-se entre as líderes globais em transporte pesado sustentável.

Os veículos operam em condições severas: as células a hidrogênio da FTXT são projetadas para suportar partida a frio a -30°C, além das exigências de longa autonomia e alta carga útil dos caminhões pesados, e os modelos permitem reabastecimento em poucos minutos e operação contínua por mais de 10 horas, independentemente de temperaturas extremas.

É essa robustez, testada em larga escala no mercado chinês, que a companhia agora replica e adapta à realidade brasileira.

Retrofit - Além da venda de veículos novos, a GWM Hydrogen avança no Brasil com uma segunda frente de negócio: o retrofit, processo que converte caminhões a diesel já em operação em veículos elétricos movidos a célula de combustível de hidrogênio.

Na prática, o kit de conversão inclui a célula de combustível, tanques de hidrogênio de alta pressão, motor elétrico, bateria de apoio e todo o sistema eletrônico de controle, instalados sobre o chassi existente após adaptações estruturais e reengenharia do veículo.

“O resultado é um caminhão que preserva a carroceria e a estrutura já amortizadas pelo cliente, mas passa a rodar com emissão zero. O retrofit é o caminho mais barato para descarbonizar com hidrogênio, porque evita o custo e o tempo de substituir a frota inteira: o cliente aproveita o chassi e a carroceria que já tem, modifica o powertrain e ganha uma operação limpa em muito menos tempo do que esperaria por um veículo zero-quilômetro”, afirma Lopes.

A conversão também ajuda a contornar o principal gargalo do hidrogênio no país - a falta de uma rede pública de abastecimento - porque permite estruturar soluções dedicadas para clientes e rotas específicas, sem depender da expansão de uma infraestrutura nacional.

Centro de hidrogênio verde na Bahia - Inaugurado em junho, o Centro de Referência em Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio Verde é fruto de uma parceria entre Senai Cimatec, Hytron e Petrogal Brasil (JV Galp|Sinopec), com apoio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Embrapii.

A estrutura reúne produção de hidrogênio por eletrólise da água, geração de energia renovável, estação de abastecimento veicular e laboratórios voltados à descarbonização da indústria.

Como parceira da iniciativa, a GWM Hydrogen disponibilizou o caminhão para integrar as atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) conduzidas no local, com demonstrações tecnológicas voltadas à validação do hidrogênio verde no transporte pesado.

Desenvolvido pela GWM Hydrogen, o caminhão é um veículo elétrico movido por célula a combustível (FCEV): o sistema converte hidrogênio em eletricidade para alimentar o motor elétrico, emitindo apenas vapor d’água pelo escapamento.

O modelo é equipado com bateria de 105 kWh, sistema de recuperação de energia nas frenagens e desacelerações e cilindros capazes de armazenar até 40 kg de hidrogênio - combinação que garante elevada autonomia, reabastecimento em poucos minutos e zero emissões locais.

Do ponto de vista técnico, o caminhão entrega até 400 kW (544 cv) de potência e 2.300Nm de torque, números compatíveis com as exigências de carga e rota do transporte pesado brasileiro.

Com o tanque cheio de hidrogênio - armazenado a até 350 bar em cilindros de fibra de carbono -, a autonomia chega a 500 km.

“Mais do que validar um veículo, estamos participando da construção das bases para o futuro do transporte sustentável no Brasil. A colaboração entre indústria, centros de pesquisa, universidades e governos é fundamental para transformar o potencial do hidrogênio em uma solução viável para a logística naciona”, conclui Lopes.

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