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Metso estabelece solução que amplia a vida útil de mandíbulas para britador

Otimização foi feita em planta de processamento de minério de ferro no Brasil, reduziu número de trocas anuais do componente e também a emissão de CO2

Assessoria de Imprensa

19/02/2026 08h00

Uma tradicional produtora de minério de ferro brasileira enfrentava um problema crônico em sua linha de britagem primária: as mandíbulas, que são peças de desgaste do equipamento, com peso aproximado de nove toneladas, apresentavam um desgaste irregular.

Em vez de se deteriorarem uniformemente, os componentes eram descartados com as extremidades desgastadas, mas com o centro da peça ainda em bom estado.

Além disso, as mandíbulas utilizadas geravam a produção de um material lamelar, ou seja, em finas camadas ou lâminas, o que ocasionava rasgos na correia transportadora que realiza o transporte do material até a britagem secund&aa

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Uma tradicional produtora de minério de ferro brasileira enfrentava um problema crônico em sua linha de britagem primária: as mandíbulas, que são peças de desgaste do equipamento, com peso aproximado de nove toneladas, apresentavam um desgaste irregular.

Em vez de se deteriorarem uniformemente, os componentes eram descartados com as extremidades desgastadas, mas com o centro da peça ainda em bom estado.

Além disso, as mandíbulas utilizadas geravam a produção de um material lamelar, ou seja, em finas camadas ou lâminas, o que ocasionava rasgos na correia transportadora que realiza o transporte do material até a britagem secundária.

Para solucionar estes problemas, a equipe da Metso realizou um desenvolvimento em duas etapas, a primeira com a implementação de mandíbulas com perfil especial corrugado e anti-slab e a segunda com mandíbulas com perfil especial corrugado e anti-slab MX.

Detalhe: a planta em questão tem três equipamentos operando 24 horas por dia e são de outro fabricante.

O uso de mandíbulas corrugadas anti-slab MX conferiu uma maior eficiência de britagem, além do melhor formato das partículas e de uma alimentação de maior qualidade para as etapas de britagem secundária.

Redução nas trocas anuais - A tecnologia é frequentemente aplicada em britadores de mandíbula para lidar com rochas mais complexas em operações de mineração e extração de pedreiras.

Na operação anterior à intervenção da Metso, a mineradora precisava realizar quatro giros das mandíbulas durante a vida útil dos componentes, de forma a utilizar ambos os lados desse componente de desgaste.

O desgaste irregular nas extremidades das mandíbulas era um problema adicional, principalmente porque as peças não se deterioravam – no mesmo ritmo – em sua área central.

“Havia uma perda de produtividade quando as extremidades desgastadas das mandíbulas eram montadas na região central do britador”, explica João Marquesin, engenheiro de Suporte ao Produto, resumindo uma das consequências da operação.

Com a mudança, a mineradora passou a usar mandíbulas com perfil especial corrugado anti-slab, especialmente projetado para britar material lamelar. Mais importante ainda: os novos perfis têm insertos metálicos aplicados ao longo de todo o seu comprimento, o que leva a um aumento da vida útil e um desgaste uniforme em toda a peça.

Os resultados da mudança foram um aumento de 3,1 vezes na vida útil no caso da mandíbula fixa e de 2,3 vezes a vida útil da mandíbula móvel. Esses números ocorreram, entre outras coisas, pelo desgaste uniforme dos novos perfis em relação aos materiais fornecidos pelo fabricante original dos britadores, que não são da Metso.

As trocas anuais - nos três britadores somados - passaram de 36, no caso das mandíbulas fixas, para 12, uma redução de 67%. Em relação às mandíbulas móveis, a redução foi de 51%, com a diminuição de 18 para 9 trocas anuais no trio de equipamentos.

Segurança aumentada - Dois outros ganhos importantes aconteceram com a adoção da tecnologia MX: a segurança do processo de britagem foi ampliada, assim como houve uma redução da produção de dióxido de carbono (CO2).

Em relação à segurança, houve uma redução de 53% no total de giros (rotações) das mandíbulas necessárias ao longo da vida útil desses componentes.

Em outras palavras: a menor necessidade de intervenções manuais resultou em uma redução de 67% na exposição ao risco para a equipe de manutenção.

Além disso, a Metso introduziu um novo mecanismo de movimentação na fase de troca de mandíbulas, que são peças que pesam nove toneladas.

Quando as intervenções são necessárias, a segurança foi reforçada pelo uso de alças de içamento integradas às novas mandíbulas e pela implementação de dispositivos de elevação padrão da Metso, projetados especificamente para girar e desmontar as peças, reduzindo os riscos do processo.

A solução estabelecida pela Metso na troca das mandíbulas também gerou uma redução de 60% na emissão de CO2 (tCO2).

“Outro ponto de sustentabilidade é evitar o descarte das mandíbulas anteriores, com desgaste excessivo apenas nas extremidades, enquanto a região central permanecia praticamente nova”, diz Marquesin. “A tecnologia de insertos metálicos promoveu um desgaste uniforme ao longo de todo o perfil da mandíbula, eliminando o desperdício anterior”, finaliza.

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