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JAC lidera mercado brasileiro de caminhões elétricos no 1º semestre

Segmento somou apenas 162 emplacamentos no semestre e permaneceu sob domínio das montadoras chinesas

Agência Transporte Moderno

14/07/2026 00h01

A JAC Motors manteve a liderança no mercado brasileiro de caminhões elétricos no primeiro semestre de 2026, em um segmento ainda incipiente, mas dominado pelas fabricantes chinesas. D

ados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que a marca licenciou 98 caminhões elétricos entre janeiro e junho, respondendo sozinha por mais de 60% dos 162 veículos emplacados no período.

Em seguida aparecem Foton, com 24 unidades, e Sany, com 22. A Volkswagen Caminhões e Ônibus emplacou nove veículos, enquanto Tesla e Nanjing registraram três unidades cada. A Mercedes-Benz aparece com d

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A JAC Motors manteve a liderança no mercado brasileiro de caminhões elétricos no primeiro semestre de 2026, em um segmento ainda incipiente, mas dominado pelas fabricantes chinesas. D

ados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que a marca licenciou 98 caminhões elétricos entre janeiro e junho, respondendo sozinha por mais de 60% dos 162 veículos emplacados no período.

Em seguida aparecem Foton, com 24 unidades, e Sany, com 22. A Volkswagen Caminhões e Ônibus emplacou nove veículos, enquanto Tesla e Nanjing registraram três unidades cada. A Mercedes-Benz aparece com dois caminhões.

Apesar da liderança da JAC, o segmento encolheu em relação ao ano passado. Foram 162 caminhões elétricos vendidos no primeiro semestre, queda de 15,3% na comparação com as 190 unidades registradas no mesmo período de 2025.

A liderança da JAC é resultado de um portfólio abrangente. A marca atua em praticamente todas as categorias voltadas à distribuição urbana, desde veículos urbanos de carga (VUCs) até caminhões semipesados.

Entre os modelos comercializados estão o E-JT3.5, com PBT de 3.495 kg e autonomia de até 230 quilômetros, o E-JT9.5, destinado ao segmento de leves, os urbanos iEV 1200T e 1200T Plus, além dos modelos E-JT12.5 e E-JT18.0, este último com autonomia de até 500 quilômetros.

O foco em operações urbanas explica parte da estratégia da fabricante. Esse tipo de aplicação exige menor autonomia diária e permite recargas programadas nas garagens das empresas, reduzindo uma das principais barreiras para a adoção dos veículos elétricos.

O desempenho da JAC no acumulado do semestre reflete principalmente os bons resultados registrados ao longo dos primeiros meses do ano. Em junho, porém, a disputa ficou mais acirrada.

A Foton e a JAC dividiram a liderança mensal, com quatro caminhões elétricos emplacados cada uma, equivalentes a 36,4% das vendas do mês. A Volkswagen Caminhões e Ônibus ficou em terceiro lugar, com duas unidades (18,2%), seguida pela Sany, com um veículo (9,1%).

Em maio, a vantagem da JAC havia sido maior. Dos 28 caminhões elétricos vendidos no mês, 12 eram da marca. A Sany apareceu em segundo lugar, com nove unidades, seguida pela Foton, com cinco.

Chinesas dominam o segmento - Somadas, JAC, Foton e Sany responderam por aproximadamente 89% dos caminhões elétricos vendidos no Brasil no primeiro semestre.

O domínio das fabricantes chinesas acompanha o cenário internacional. A China lidera a produção mundial de veículos comerciais eletrificados e concentra os maiores investimentos em baterias, eletrificação e escala industrial.

Embora Volkswagen Caminhões e Ônibus apareça no ranking com nove unidades do e-Delivery, Tesla e Mercedes-Benz ainda não comercializam regularmente caminhões elétricos no mercado brasileiro.

No caso da fabricante alemã, os veículos permanecem em programas de avaliação com clientes. Já a Nanjing não possui operação estruturada no país e concentra suas atividades no mercado chinês

Apesar do avanço da oferta de modelos, os caminhões elétricos continuam representando uma parcela muito pequena das vendas nacionais.

Levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) mostra que os veículos elétricos responderam por apenas 0,4% dos caminhões vendidos no Brasil em 2025.

O percentual está distante da média global, de 9%, e ainda mais da China, onde os elétricos já representam cerca de 26% das vendas.

Na União Europeia, essa participação gira em torno de 4%. Segundo o Ilos, a eletrificação tende a avançar primeiro nas operações urbanas e regionais, caracterizadas por rotas previsíveis, menor quilometragem diária e possibilidade de recarga nas bases operacionais.

A expansão para o transporte rodoviário de longa distância dependerá da evolução da autonomia das baterias, da infraestrutura de recarga e da redução do custo total de propriedade dos veículos.

Elétricos - Embora a JAC lidere o mercado brasileiro de caminhões elétricos, essa operação continua sob responsabilidade do Grupo SHC, controlado pelo empresário Sergio Habib, representante da marca no Brasil desde 2011.

A operação própria anunciada recentemente pela matriz chinesa não contempla os veículos elétricos. Ela foi criada exclusivamente para atuar no segmento de caminhões movidos a diesel e, futuramente, também a gás natural.

Na prática, a fabricante passa a operar duas estruturas independentes no país: o Grupo SHC permanece responsável pela importação e comercialização dos caminhões elétricos, enquanto a subsidiária da JAC China conduzirá a expansão da marca nos segmentos de veículos convencionais.

A nova operação própria começa com quatro caminhões importados da China, nas categorias de 9, 13, 17 e 25 toneladas. Três modelos já foram homologados para o mercado brasileiro, enquanto o veículo de 13 toneladas aguarda apenas a certificação final.

A empresa prevê formar uma rede com 18 grupos concessionários, reunindo entre 30 e 40 lojas ao longo de 2026. Em 2027, a expectativa é atingir cerca de 60 concessionárias.

Os caminhões serão desembarcados pelo Porto de Itajaí (SC), com prazo logístico estimado em 90 dias. A previsão inicial é importar ao menos 700 unidades no primeiro ano de operação.

A estratégia inclui ainda a construção de uma fábrica no Brasil até 2027. A unidade deverá operar inicialmente com montagem CKD e SKD, elevando o índice de nacionalização dos veículos e permitindo acesso a linhas de financiamento de bancos públicos. Goiás, Espírito Santo, Paraná e estados do Nordeste disputam o investimento. Segundo Adriano Chiarini, diretor comercial da operação própria da JAC, a definição dependerá das condições oferecidas pelos governos estaduais.

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