Assessoria de Imprensa
20/10/2026 00h01
A 400 quilômetros da fazenda, ou do outro lado do mundo, o produtor abre o celular no intervalo de uma reunião: dois tratores concluíram o talhão previsto, um terceiro está parado há 40 minutos e o consumo de diesel da frente de plantio passou do planejado.
Manda a correção ali mesmo. A cena, hoje rotina em um número crescente de propriedades brasileiras, amplia o que se espera da máquina agrícola: a potência e a capacidade operacional soma-se agora a informação que ela produz enquanto trabalha - e o caminho que esse dado percorre até a decisão do gestor.
Por muito tempo, a resposta esbarrou na falta de


A 400 quilômetros da fazenda, ou do outro lado do mundo, o produtor abre o celular no intervalo de uma reunião: dois tratores concluíram o talhão previsto, um terceiro está parado há 40 minutos e o consumo de diesel da frente de plantio passou do planejado.
Manda a correção ali mesmo. A cena, hoje rotina em um número crescente de propriedades brasileiras, amplia o que se espera da máquina agrícola: a potência e a capacidade operacional soma-se agora a informação que ela produz enquanto trabalha - e o caminho que esse dado percorre até a decisão do gestor.
Por muito tempo, a resposta esbarrou na falta de sinal. No entanto, dados recentes da associação ConectarAGRO apontam que a cobertura de redes móveis nas áreas agrícolas do Brasil cresceu, sendo que a presença de sinal 4G ou 5G passou de 18,7% para 33,9% entre 2024 e 2025.
“Esse avanço contribuiu para tirar a tecnologia embarcada do campo da promessa e permitir que hoje a máquina deixe de entregar o resultado somente no fim da jornada e passe a transmitir o que está fazendo em tempo real”, ressalta Elizeu dos Santos, gerente de Marketing de Produto da Fendt, marca alemã de maquinário de alta potência e inovação.
Nesse sentido, o executivo destaca o FendtONE. Na cabine, ele reúne em uma única interface tudo o que antes exigia telas e comandos separados: direcionamento, controle do implemento e registro da tarefa.
O operador trabalha em um ambiente só, com a mesma lógica de navegação em qualquer máquina da linha, o que encurta o treinamento de quem entra na equipe no meio da safra - problema real em regiões de mão de obra escassa.
O que a máquina registra durante o trabalho - onde esteve, quanto rendeu, quanto consumiu, o que ainda falta - segue direto para o FarmENGAGE, plataforma de gestão de operações da PTx Trimble.
É ali que a informação se torna decisão: o gestor acompanha o andamento das tarefas, localiza cada equipamento, compara desempenho entre frentes e reorganiza o dia sem depender de ligação para o campo.
O caminho também funciona no sentido inverso. Todo o planejamento realizado no computador, tais como contornos de talhão, linhas de guia, ordem de serviço da próxima operação, é enviado diretamente ao monitor da máquina através do Connectivity Center, hub central do FarmENGAGE, da PTx, que visa conectar máquinas e gerenciar integrações com plataformas de outros fabricantes.
De acordo com o executivo, esse movimento acompanha uma tendência global onde a interoperabilidade avança além das máquinas e implementos para a troca de dados entre diferentes plataformas agrícolas, como a iniciativa AgIN, da Agricultural Industry Electronics Foundation (AEF).
Ela busca criar uma rede global e padronizada para conectar fabricantes, hubs de dados, sistemas de gestão agrícola e provedores de serviços.
“Com o FendtONE e sua integração ao ecossistema digital da PTx, a Fendt está preparada para um futuro em que máquinas, operações e dados precisarão conversar cada vez mais, independentemente da marca ou da plataforma escolhida pelo produtor. Dessa forma, o operador chega e encontra a tarefa configurada, sem pen drive e sem retrabalho”, afirma Santos.
"O produtor não precisa mais estar na cabine, nem na fazenda, para saber o que está acontecendo na lavoura. O que ele ganha é tempo, pois a correção que antes esperava o relatório do fim do dia é feita com a máquina ainda trabalhando. E isso, em janela de plantio apertada, é hectare", complementa.
Com essa tecnologia, trator, pulverizador e colheitadeira passam a alimentar uma base única, usada tanto para a decisão do dia quanto para fechar a conta da safra - e, cada vez mais, para comprovar como a produção foi conduzida, exigência que já aparece em contratos de compradores e em linhas de crédito.
“A mudança em curso, portanto, é menos sobre o que a máquina faz e mais sobre o que a fazenda passa a saber. Em tempo real, de onde o produtor estiver”, finaliza.
20 de outubro 2026

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