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ARTIGO
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Como o consórcio acelera a modernização tecnológica do agronegócio brasileiro

Em um cenário de juros elevados, volatilidade econômica e controle financeiro, produtores rurais têm buscado alternativas que permitam modernizar suas operações sem comprometer o fluxo de caixa

Assessoria de Imprensa

10/08/2026 10h32 | Atualizada em 10/08/2026 15h58

Por Eyji Cavalcante*

O agronegócio brasileiro vive uma transformação sem precedentes. Máquinas cada vez mais conectadas, sistemas de agricultura de precisão, drones, sensores, softwares de gestão, equipamentos autônomos e soluções baseadas em inteligência artificial estão redefinindo a forma de produzir alimentos.

Em um setor que depende de produtividade e eficiência para manter sua competitividade, investir em tecnologia deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade estratégica.

Mas a inovação tem custo. E, em um cenário de juros elevados, volatilidade econômica

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Por Eyji Cavalcante*

O agronegócio brasileiro vive uma transformação sem precedentes. Máquinas cada vez mais conectadas, sistemas de agricultura de precisão, drones, sensores, softwares de gestão, equipamentos autônomos e soluções baseadas em inteligência artificial estão redefinindo a forma de produzir alimentos.

Em um setor que depende de produtividade e eficiência para manter sua competitividade, investir em tecnologia deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade estratégica.

Mas a inovação tem custo. E, em um cenário de juros elevados, volatilidade econômica e controle financeiro, produtores rurais têm buscado alternativas que permitam modernizar suas operações sem comprometer o fluxo de caixa.

Nesse contexto, o consórcio vem ganhando protagonismo como ferramenta de planejamento e investimento.

Os números comprovam essa tendência. Dados de maio, da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que as máquinas agrícolas já representam 51% de todo o segmento de veículos pesados, superando inclusive os caminhões, que historicamente lideravam esse mercado.

Atualmente, o segmento reúne mais de 447 mil participantes ativos voltados especificamente à aquisição de maquinário agrícola.

O avanço reflete uma mudança de comportamento do produtor rural. Em vez de recorrer exclusivamente ao financiamento tradicional, muitos agricultores e pecuaristas passaram a utilizar a modalidade como instrumento para renovação de frota, ampliação da capacidade operacional e incorporação de novas tecnologias.

A lógica é simples. Enquanto o financiamento costuma atender necessidades imediatas, o consórcio permite estruturar investimentos de médio e longo prazo sem a incidência de juros.

Essa diferença, em um ambiente de crédito caro e restrito, representa uma economia significativa e maior previsibilidade para o produtor.

Nos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo a ABAC, o segmento de veículos pesados foi responsável por mais de R$ 10,21 bilhões em créditos disponibilizados, crescimento de 15,1% em relação ao ano anterior, sendo que as máquinas agrícolas responderam por grande parte deste número.

Além disso, 21,84 mil contemplações aconteceram de janeiro a maio de 2026, ampliando o acesso a recursos para aquisição de equipamentos.

Mais do que adquirir um novo trator, colheitadeira ou até um drone, o produtor busca equipamentos capazes de gerar ganhos de eficiência.

As máquinas atuais possuem tecnologias que permitem monitoramento em tempo real, redução de desperdícios, aplicação precisa de insumos e melhor aproveitamento da área cultivada. Em outras palavras, investir em equipamentos modernos significa produzir mais com menos recursos.

Outro aspecto importante é que a inovação não está restrita aos grandes grupos do agronegócio. Pequenos e médios produtores também precisam incorporar tecnologia para permanecerem competitivos.

Neste cenário, o consórcio contribui para democratizar o acesso ao crédito planejado, respeitando a capacidade financeira de quem opta pelo produto.

A busca por inovação também está diretamente ligada à sustentabilidade. Equipamentos mais tecnológicos otimizam o uso de fertilizantes, defensivos e combustível, o que contribui para uma produção mais eficiente do ponto de vista ambiental.

À medida que o agronegócio brasileiro avança, a tecnologia se torna um fator cada vez mais decisivo para a competitividade do setor. E para que essa evolução aconteça de forma sustentável, o planejamento financeiro é tão importante quanto a inovação. Neste contexto, o consórcio se torna uma ferramenta estratégica de crescimento, permitindo que produtores invistam sem comprometer a saúde financeira de seus negócios.

Eyji Cavalcante, gerente comercial do Consórcio New Holland*

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