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Anfavea revisa para baixo sua projeção para o mercado brasileiro de caminhões

Os números do primeiro semestre reforçam esse cenário. Entre janeiro e junho, o mercado de caminhões somou 49 mil unidades, retração de 10,5% em relação às 54,7 mil vendas feitas no mesmo período do ano anterior

Transporte Moderno

08/07/2026 15h40 | Atualizada em 08/07/2026 16h05

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou para baixo sua projeção para o mercado brasileiro de caminhões e passou a estimar o encerramento de 2026 com 106,7 mil unidades licenciadas.

Se a previsão se confirmar, o volume representará uma queda de 5,9% em relação às 113,4 mil unidades emplacadas em 2025 e um recuo de 14,6% na comparação com o pico de 125 mil caminhões registrados em 2024.

Durante a apresentação das projeções do setor automotivo, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que a indústria perderá o equivalente ao mercado argen

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou para baixo sua projeção para o mercado brasileiro de caminhões e passou a estimar o encerramento de 2026 com 106,7 mil unidades licenciadas.

Se a previsão se confirmar, o volume representará uma queda de 5,9% em relação às 113,4 mil unidades emplacadas em 2025 e um recuo de 14,6% na comparação com o pico de 125 mil caminhões registrados em 2024.

Durante a apresentação das projeções do setor automotivo, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que a indústria perderá o equivalente ao mercado argentino de caminhões em apenas dois anos. “Esse é o tamanho do mercado argentino. Nós, em dois anos, perdemos o equivalente ao mercado argentino”, afirmou.

Na avaliação da entidade, o mercado continua pressionado pelo elevado custo do crédito, pelo alto endividamento do agronegócio, pela redução das margens dos produtores rurais e pela queda dos preços das commodities, fatores que seguem comprometendo a renovação das frotas.

Apesar desse cenário, Calvet destacou que o programa Move Brasil ajudou a reduzir a intensidade da retração do mercado, embora não tenham sido suficientes para reverter a tendência de queda.

Os números do primeiro semestre reforçam esse cenário. Entre janeiro e junho, o mercado de caminhões somou 49 mil unidades, retração de 10,5% em relação às 54,7 mil vendas feitas no mesmo período do ano anterior.

Apesar da retração acumulada, junho trouxe sinais de melhora. As indústrias venderam 9,8 mil caminhões, alta de 15,9% sobre maio (8,4 mil). Além disso, ficou 14,7% acima do volume registrado em junho do ano passado (8,5 mil).

Segundo Calvet, 76% da alta registrada nos emplacamentos de junho foi impulsionada pelo segmento de caminhões pesados, refletindo os primeiros efeitos da segunda etapa do programa Move.

“Esse é o primeiro mês em que essa curva se inverte e 76% dessa variação é creditada aos caminhões pesados”, afirmou.

Mesmo com a melhora observada em junho, a Anfavea mantém uma perspectiva cautelosa para o restante do ano.

Segundo a entidade, o fim dos recursos da segunda etapa do programa Move Brasil, aliado aos juros elevados, ao aumento dos custos do diesel e dos pedágios e às dificuldades financeiras do agronegócio, deve continuar limitando a recuperação da produção de caminhões.

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