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Scania já tem fábrica pronta para caminhões elétricos

Montadora concluiu os investimentos industriais em São Bernardo do Campo, mas aguarda uma massa crítica de mercado para iniciar a fabricação local

Transporte Moderno

07/07/2026 00h01

A Scania concluiu os investimentos industriais necessários para produzir caminhões elétricos no Brasil.

A fábrica de São Bernardo do Campo (SP) já está preparada para iniciar a fabricação dos veículos, mas a montadora aguarda que o mercado alcance uma escala suficiente para justificar o início da produção local.

“Estamos prontos. A questão é atingir uma massa crítica que justifique finalizar esse investimento”, afirmou Christopher Podgorski, presidente e CEO da Scania Latin America, durante o Fórum Transporte Sustentável 2026, realizado na semana passada.

Segundo o execut

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A Scania concluiu os investimentos industriais necessários para produzir caminhões elétricos no Brasil.

A fábrica de São Bernardo do Campo (SP) já está preparada para iniciar a fabricação dos veículos, mas a montadora aguarda que o mercado alcance uma escala suficiente para justificar o início da produção local.

“Estamos prontos. A questão é atingir uma massa crítica que justifique finalizar esse investimento”, afirmou Christopher Podgorski, presidente e CEO da Scania Latin America, durante o Fórum Transporte Sustentável 2026, realizado na semana passada.

Segundo o executivo, a unidade brasileira já produz chassis de ônibus elétricos e toda a estrutura industrial para a fabricação de caminhões elétricos está concluída.

A linha de montagem poderá ser ativada assim que houver demanda consistente.

Hoje, a Scania comercializa no país o modelo elétrico 30 G, importado da Suécia, voltado principalmente para operações urbanas e regionais. Segundo a Scania, apenas uma unidade foi vendida até o momento para a transportadora Reiter Log.

A declaração antecipa o cronograma que o próprio executivo havia antecipado à Transporte Moderno em 2025.

Na ocasião, Podgorski revelou que a produção nacional dos caminhões elétricos deveria começar em novembro de 2027, com um ritmo inicial de uma unidade por dia.

Segundo ele, a estratégia permitirá acompanhar a evolução da demanda e ampliar gradualmente o volume de produção conforme o mercado amadurecer.

O projeto integra o ciclo de investimentos de R$ 2 bilhões anunciado pela Scania para o período de 2024 a 2028, embora a montadora não detalhe quanto desse montante foi destinado especificamente à linha de caminhões e ônibus elétricos.

Para Podgorski, o caminho da eletrificação deverá seguir uma trajetória semelhante à percorrida pelos veículos movidos a gás natural e biometano, tecnologia que a Scania introduziu no país há sete anos e que agora começa a atrair novos fabricantes.
“A maturação de uma nova solução exige a criação de um ecossistema. O do gás já está praticamente formado. O do elétrico ainda precisa ser construído”, disse.

Ele acredita que os primeiros mercados com potencial para adoção em maior escala estarão concentrados nos grandes corredores logísticos do Sul e Sudeste, especialmente nos eixos entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, onde as operações apresentam características mais favoráveis à tecnologia.

Na avaliação do executivo, parte dos transportadores que hoje investem em caminhões a gás poderá futuramente adquirir veículos elétricos, à medida que evoluírem a infraestrutura de recarga, os custos e a demanda.

O cenário, segundo ele, reforça a estratégia da Scania de manter um portfólio multienergia para atender diferentes etapas da transição energética no transporte rodoviário de cargas.

Avanço da concorrência do gás - Enquanto o mercado de caminhões elétricos engatinha, Podgorski avalia que a chegada de novos fabricantes ao segmento de caminhões movidos a gás natural e biometano demonstra que a tecnologia alcançou viabilidade econômica e deixou de ser um projeto experimental para se consolidar como uma alternativa comercial ao diesel no transporte pesado.

“Apresentamos essa solução há cinco anos. Fizemos todos os testes de viabilidade e hoje ela é uma solução de prateleira, com todas as opções de especificação disponíveis também para os veículos a gás”, afirmou.

Segundo ele, os caminhões a gás deixaram de atender apenas nichos, como a coleta de resíduos, e hoje já podem operar em praticamente todas as aplicações do transporte rodoviário de cargas.

“O fato de outros fabricantes entrarem mostra que o ecossistema tem viabilidade econômica e existe demanda”, disse.

Atualmente, a Scania possui mais de 2 mil caminhões movidos a gás em operação no Brasil e projeta encerrar 2026 com uma frota de aproximadamente 2.500 unidades.

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