Imagem de época mostra equipamento da Lubeck Maschinenbau, considerada a primeira fabricante de escavadeiras da Alemanha. Imagens: Reprodução
Durante o século XIX, foram desenvolvidos diversos projetos de escavação contínua em vários países.
Na Alemanha, por exemplo, a Lubeck Maschinenbau pode ser considerada a primeira fabricante de escavadeiras do país.
Com produção de 30 m3/h, seus primeiros modelos sobre trilhos eram movidos a vapor, com correntes de caçambas.
Em 1882, a empresa lançou um modelo com capacidade de 90 m3/h, com projeto de Wolthering e Bernhardt, que podem ser considerados os pais da tecnologia de escavadeiras no país.
Na França, Lebrun, Pille e Dagde patentearam uma escavadeira de 160 ton com corrente de caçambas, acionada por dois motores a vapor, que corria em dois pares de trilhos.
Nesse mesmo ano, foram

Imagem de época mostra equipamento da Lubeck Maschinenbau, considerada a primeira fabricante de escavadeiras da Alemanha. Imagens: Reprodução
Durante o século XIX, foram desenvolvidos diversos projetos de escavação contínua em vários países.
Na Alemanha, por exemplo, a Lubeck Maschinenbau pode ser considerada a primeira fabricante de escavadeiras do país.
Com produção de 30 m3/h, seus primeiros modelos sobre trilhos eram movidos a vapor, com correntes de caçambas.
Em 1882, a empresa lançou um modelo com capacidade de 90 m3/h, com projeto de Wolthering e Bernhardt, que podem ser considerados os pais da tecnologia de escavadeiras no país.
Na França, Lebrun, Pille e Dagde patentearam uma escavadeira de 160 ton com corrente de caçambas, acionada por dois motores a vapor, que corria em dois pares de trilhos.
Nesse mesmo ano, foram testadas quatro máquinas francesas para uso no Canal do Panamá, pela Boulet & Cie.
E a Decauville, que também produzia escavadeiras, estava vendendo na França as máquinas da marca alemã LMG.
Em 1891, entrou em serviço na mina de Bruhl a primeira escavadeira de corrente de caçambas Lubeck tipo C, iniciando uma fase de grandes máquinas para mineração a céu aberto.
De 1887 a 1895, nove escavadeiras desse tipo e 12 dragas de alcatruzes foram usadas na escavação de 76 milhões de m3 no Canal de Kiel, uma das maiores obras da época, com largura de 72 m, comprimento de 98 km e profundidade de 9 m.
Como equipamentos de apoio, foram mobilizadas 31 locomotivas e 1.520 vagonetas.
NOVAS TENDÊNCIAS
A construção do Canal do Panamá trouxe novas tendências para os equipamentos de escavação. Um folheto da Menck, de 1914, afirmava que o sistema shovel era mais econômico que as correntes de caçambas na maioria das aplicações.
Essa configuração foi se tornando cada vez mais frequente, particularmente em serviços como construção de canais e remoção de estéril em minas a céu aberto.
As máquinas de corrente tiveram grande desenvolvimento na Alemanha, tendo como principais produtores as empresas LMG, Buckau, Krupp e Wesserhutte.
Também foram produzidos modelos menores para uso em obras de porte médio e extração de areia.
A H. August Schmidt (em 1902) e a Lubecker (em 1905) produziram máquinas compactas de acionamento elétrico, com correntes de caçambas de operação manual, conceito seguido pela LMG, que produziu ainda máquinas maiores, como a Type 20, de 95 ton, em 1906, usada na abertura do Canal de Guadalquivir.
Em 1909, as empresas britânicas Whitaker e Ruston & Proctor (que adquiriu a Whitaker em 1910) buscaram combinar uma lança com giro de 180o com uma lança longa de caçambas, sob a qual as vagonetas pudessem passar.
Um sistema desses trabalhou numa extração de cascalho inglesa até 1957.
Em 1938, a Maschinen Buckau lançou a maior escavadeira com corrente de caçambas do mundo, com 2.500 ton, que podia manusear até 44.000 m3 de material por dia. Mas, aos poucos, essas máquinas foram desaparecendo das obras de terraplanagem.
Durante o século XIX, as rodas com caçambas nunca tiveram a mesma aceitação que as correntes.
Em 1881, Charles A. Smith patenteou uma escavadeira desse tipo, no que foi seguido por Walter Morton, em 1883, e Albert Roll em 1895, mas essas máquinas sequer chegaram a ser fabricadas.
TRILHOS, ESTEIRAS E RODAS
Em 1910, surgiram as primeiras máquinas com roda de caçambas. Uma década depois, a ATG (na Alemanha) e a Clères (na França) produziam modelos sobre trilhos e sobre esteiras.
Seguindo diversas patentes francesas, o Maschinenbau Anstalt Institute desenvolveu uma escavadeira com roda de caçambas, que trabalhou pela primeira vez nas minas de lignite de Butterfield, no ano de 1906.
Por sua vez, a LMG lançou uma escavadeira com roda de caçambas bastante compacta, que podia ser acionada por motor elétrico ou a combustão.
Lançou ainda uma escavadeira de roda de caçambas de 360 ton montada sobre três conjuntos de esteiras, que entrou em serviço também na mina de Butterfield, mas em 1935.

Máquinas de roda de caçamba tiveram grande desenvolvimento na Europa, como esse modelo produzido pela LMG
Essa configuração se consolidou como a preferida na mineração de lignite em todo o mundo.
Outra linha que atuou significativamente durante algum tempo foi a das niveladoras elevatórias, que foram usadas nos Estados Unidos tanto em construção como em mineração, puxadas por tratores de esteiras de 50 a 100 hp.
Essas máquinas conseguiam manusear de 200 a 300 m3/h, em um trabalho contínuo, com ótimos resultados.
Na construção da represa de Fort Pick, nove dessas máquinas e 250 caminhões movimentaram 3,1 milhões de m3 de material em apenas 120 dias.
A Adams produziu dois modelos rebocados por trator Caterpillar, com o elevador acionado por motor McCormick-Deering independente.
Diversas empresas americanas, inclusive Allis-Chalmers e Caterpillar, produziram máquinas desse tipo.
Com o passar do tempo, deixaram de ser montadas com rodas de aço e passaram a usar esteiras ou pneus.
Já o conceito de raspadores móveis para alimentar correias de descarga surgiu em 1940, quando a Euclid lançou o primeiro Blade-Veyor (BV) para escavar e carregar com eficiência vagões de descarga pelo fundo.
O equipamento utilizava uma lâmina horizontal para corte do material e um transportador de correia de 54”.
O deslocamento era feito sobre esteiras, enquanto a máquina era puxada por um trator de alta potência.
Após construir seis protótipos, o programa teve de ser suspenso devido à Segunda Guerra Mundial.
Quando voltou a ser produzido, em 1948, o equipamento obteve razoável sucesso, mas tinha problemas como peso excessivo, alto custo de manutenção do conjunto rodante, danos na bancada por impactos de rochas etc., sendo produzido até 1956.
DOIS TRATORES
O empreiteiro Francis Holland, que havia usado essas máquinas, desenvolveu um modelo similar muito maior, que era tracionado por dois tratores de esteiras, um empurrando e outro puxando, tudo comandado por um único operador.
Os primeiros modelos usavam correia de 72” e lâminas raspadoras verticais. Oprojeto era simples, com desempenho muito bom e custos baixos de manutenção.
O peso ficava sobre os dois tratores, o que permitia direcionar todo o esforço de tração para a lâmina de corte.
O equipamento foi patenteado em 1970 e 1971, passando por testes nas obras da empresa.

Patenteado no início dos anos 1970, o projeto de Francis Holland utilizava correia de 72” e lâminas raspadoras verticais
Em 1973, havia três máquinas trabalhando em uma barragem na Califórnia, carregando vagões de 110 ton em 43 a 90 segundos, dependendo do material.
Outros modelos foram produzidos, com largura da correia de descarga variando de 1,80 (72”) a 2,40 m (96”). A construção era modular, podendo ser ajustada às necessidades de cada projeto.
O equipamento era oferecido em duas configurações: a série 600 executava corte vertical, e a série 700 executava corte horizontal, e a produção variava de 2.280 a 4.560 m3/h.
Uma máquina 610 com correia de 96” podia carregar um vagão de 180 ton em menos de um minuto.

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