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Revista M&T - Ed.306 - Agosto de 2026
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EDITORIAL

Ganhos de eficiência dependem de dados unificados na frota

Um ecossistema conectado permite combinar dados da frota com rastreamento de ativos, desempenho de equipamentos e atividade no canteiro, criando uma visão operacional mais completa da operação
Por Redação


Imagem: Sobratema


As empresas de construção não carecem de dados, mas de integração.

De caminhões rodoviários a equipamentos fora de estrada e ferramentas compactas, as informações muitas vezes estão dispersas em diferentes linguagens.

O resultado é uma visão fragmentada das operações – e oportunidades perdidas de melhorar a eficiência, a segurança e a tomada de decisões no setor.

Para muitos gestores, a telemática já está entregando valor ao otimizar rotas, melhorar cronogramas de manutenção e aumentar a segurança do operador.

Mas esses ganhos frequentemente são limitados a sistemas individuais.

Para o especialista Neil Cawse, CEO da Geotab, é preciso conectar esses sistemas a um ecossistema mais amplo.

“Trata-se de uma abordagem aberta, no sentido de reunir as soluções e



Imagem: Sobratema


As empresas de construção não carecem de dados, mas de integração.

De caminhões rodoviários a equipamentos fora de estrada e ferramentas compactas, as informações muitas vezes estão dispersas em diferentes linguagens.

O resultado é uma visão fragmentada das operações – e oportunidades perdidas de melhorar a eficiência, a segurança e a tomada de decisões no setor.

Para muitos gestores, a telemática já está entregando valor ao otimizar rotas, melhorar cronogramas de manutenção e aumentar a segurança do operador.

Mas esses ganhos frequentemente são limitados a sistemas individuais.

Para o especialista Neil Cawse, CEO da Geotab, é preciso conectar esses sistemas a um ecossistema mais amplo.

“Trata-se de uma abordagem aberta, no sentido de reunir as soluções e fazer com que se conectem e funcionem”, diz ele.

Na prática, isso significa combinar dados da frota com rastreamento de ativos, desempenho de equipamentos e atividade no canteiro para criar uma visão mais completa da operação. Nessa mudança é que começam a surgir ganhos reais em produtividade e rentabilidade.

A inteligência artificial pode acelerar essa mudança, mas apenas se os dados forem confiáveis.

“A cópia digital dá o contexto que a IA precisa para transformar o negócio”, explica Cawse, referindo-se ao conceito de gêmeo digital.

“Sem esse contexto, a IA pode produzir insights inconsistentes ou enganosos, especialmente em ambientes de construção onde as frotas incluem tipos mistos de equipamentos, fabricantes e padrões de dados.”

Essa inconsistência, inclusive, já criou certo ceticismo na indústria.

“Quando se avalia os dados com IA, especialmente em um cenário de frota mista, obtêm-se alguns resultados malucos”, diz David Swan, vice-presidente para veículos OTR da Geotab.

Para resolver isso, diz ele, a empresa está trabalhando na forma como os dados são estruturados e interpretados.

O objetivo é entregar o que Swan descreve como “insights de nível de decisão”, ou seja, dados padronizados sobre os quais os gestores podem agir sem hesitar.

Modelos baseados em visão, por exemplo, já podem interpretar a atividade no canteiro com configuração mínima, permitindo identificar riscos, monitorar a conformidade e melhorar o treinamento sem supervisão extensiva.

Ao trazerem essas ferramentas para um único ecossistema conectado, os gestores podem entender melhor a utilização, reduzir perdas e melhorar a eficiência do canteiro, o que representa um sinal de avanço real na atividade. Boa leitura.


Silvimar Fernandes Reis
Presidente do Conselho Editorial

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