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Vendas globais de equipamentos batem recorde histórico

Segundo a Yellow Table 2025, as 50 maiores fabricantes do mundo geraram receita recorde de US$ 246,6 bilhões no ano passado, com crescimento de 2% nas vendas

International Construction

05/05/2026 12h51 | Atualizada em 05/05/2026 13h26

O novo relatório Yellow Table, que anualmente classifica as 50 maiores fabricantes de equipamentos (OEMs) do mundo, revela que a receita total do setor atingiu a marca histórica de US$ 246,6 bilhões no ano passado.

O valor representa um crescimento de 3,8% em relação ao ano anterior e marca a terceira vez em cinco anos que a indústria alcança um patamar recorde de vendas.

O desempenho do setor impressiona devido aos inúmeros obstáculos enfrentados no último ano, incluindo conflitos armados, interrupções nas cadeias de suprimentos, escassez de mão de obra qualificada e volatilidade política global.

No entanto, a

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O novo relatório Yellow Table, que anualmente classifica as 50 maiores fabricantes de equipamentos (OEMs) do mundo, revela que a receita total do setor atingiu a marca histórica de US$ 246,6 bilhões no ano passado.

O valor representa um crescimento de 3,8% em relação ao ano anterior e marca a terceira vez em cinco anos que a indústria alcança um patamar recorde de vendas.

O desempenho do setor impressiona devido aos inúmeros obstáculos enfrentados no último ano, incluindo conflitos armados, interrupções nas cadeias de suprimentos, escassez de mão de obra qualificada e volatilidade política global.

No entanto, a natureza essencial da construção — que exige a manutenção de estradas, novos centros de transporte e infraestrutura para uma população mundial em expansão — garantiu a sustentabilidade da demanda.

De acordo com a consultoria Off-Highway Research, responsável pela pesquisa, as vendas globais de equipamentos cresceram 2% em 2025.

Enquanto o mercado europeu permaneceu estável e a América do Norte registrou leve queda (partindo de uma base alta), a China e a maioria dos mercados emergentes apresentaram crescimento.

As empresas baseadas nos Estados Unidos, Japão e China, conhecidas como as "três grandes", continuam dominando o setor, sendo responsáveis por mais de 66% das vendas totais compiladas pela Yellow Table.

Em termos regionais, as fabricantes da Ásia lideram com 45% do faturamento total (ante 44,3% no ano anterior).

As empresas da Europa detêm 28% de participação, um aumento mínimo frente aos 27,9% registrados anteriormente, enquanto as companhias da América do Norte contribuíram com 27%, uma queda mínima em comparação aos 27,5% anteriores.

A Caterpillar (EUA) mantém a posição no topo da lista, com vendas similares às de 2024, enquanto a japonesa Komatsu segue consolidada na 2ª posição.

A grande novidade deste ano é a chinesa XCMG, que subiu para o 3º lugar, posição mais alta já alcançada por uma fabricante da China na história da Yellow Table.

O avanço reflete a estratégia das empresas chinesas de focar no mercado internacional, onde muitas já obtêm mais da metade de suas receitas.

Confira no quadro as dez maiores fabricantes por participação nas vendas:

1. Caterpillar (15,2%)
2. Komatsu (11%)
3. XCMG (5,8%)
4. John Deere (5,4%)
5. Liebherr (5,1%)
6. Sany (5,1%)
7. Volvo CE (4,2%)
8. Hitachi (3,7%)
9. JCB (3%)
10. Sandvik (2,8%)

*Fonte: Off-Highway Research, com dados extraídos de relatórios auditados, demonstrações financeiras das empresas e fontes de terceiros


Movimentações – O ranking de 2025 também traz mudanças estruturais.

As marcas Hyundai e Develon agora aparecem unificadas sob a HD Construction Equipment (parte do grupo HD Hyundai), ocupando a 15ª posição.

Outro destaque positivo é a Sinoboom, que subiu para o 44º lugar após sua estreia em 2024.

Por outro lado, a Kobelco registrou a maior queda no índice, reflexo da crise no mercado interno japonês.

O setor de construção no Japão encolheu 12% em 2025, castigado pelo aumento dos custos de materiais, falta de mão de obra e redução nos investimentos públicos.

Apesar da volatilidade global e de tensões geopolíticas, como as dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz que afetam o transporte de mercadorias e combustíveis, a previsão para o próximo ano é de continuidade.

Para 2026, a Off-Highway Research projeta uma leve alta nas vendas globais de máquinas.

“Embora não existam garantias de novos recordes, o setor demonstra estar em um nível de vendas sustentável e saudável em termos históricos”, avalia.



Fonte: Off-Highway Research

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