Assessoria de Imprensa
01/04/2026 15h49
A indústria brasileira de pneus fechou os dois primeiros meses do ano com vendas em baixa, pressionada por importações de países asiáticos.
A venda total de pneus produzidos no país em janeiro e fevereiro somou 5,5 milhões de unidades, volume 10,6% menor que as 6,1 milhões de unidades comercializadas no mesmo período de 2025.
Os dados são da ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos).
No 1º bimestre, as vendas para o mercado de reposição encolheram 10,1%.
No mesmo intervalo, as vendas para montadoras encolheram 11, 5%, passando de 2,1 milhão de unidades no 1º
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A indústria brasileira de pneus fechou os dois primeiros meses do ano com vendas em baixa, pressionada por importações de países asiáticos.
A venda total de pneus produzidos no país em janeiro e fevereiro somou 5,5 milhões de unidades, volume 10,6% menor que as 6,1 milhões de unidades comercializadas no mesmo período de 2025.
Os dados são da ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos).
No 1º bimestre, as vendas para o mercado de reposição encolheram 10,1%.
No mesmo intervalo, as vendas para montadoras encolheram 11, 5%, passando de 2,1 milhão de unidades no 1º bimestre de 2025 para 1,9 milhão este ano.
No total acumulado, o 1º bimestre de 2026 registrou o menor volume de vendas desde 2019, saindo de 7,5 milhões de unidades para 5,5 milhões, uma queda de 27,5%.
“Os resultados seguem extremamente preocupantes para a indústria nacional, colocando em risco a operação das fabricantes, os empregos e a própria soberania nacional para este insumo estratégico para o país que é o pneu e a borracha”, diz Rodrigo Navarro, presidente da ANIP.
De acordo com o levantamento da ANIP, as vendas totais para pneus de carga foram os mais afetados pela retração, com queda de 14,9%.
O market share dos pneus nacionais fechou o 1º bimestre em 31%, menos que os 41% verificados no 1º bimestre de 2025. Em 2021, o índice era de 63%.
“Seguimos em diálogo com o governo e já contamos com o apoio de entidades do nosso ecossistema para que sejam tomadas medidas contra a concorrência desleal”, diz Navarro.
“No manifesto, que enviamos no início de março ao Governo Federal assinado por 40 entidades, pedimos medidas urgentes para trazer maior equilíbrio ao mercado”, acentua.
01 de abril 2026

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