Assessoria de Imprensa
15/04/2026 11h52 | Atualizada em 15/04/2026 11h58
A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) projeta um ano desafiador para os segmentos de máquinas agrícolas e rodoviárias, com recuo nas vendas e nas exportações, após um 2025 com poucos indicadores de alta e uma entrada recorde de produtos importados, sobretudo chineses e indianos.
O setor de máquinas rodoviárias, que engloba tratores de esteira, retroescavadeiras, pás carregadeiras, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, rolos compactadores, minicarregadeiras e manipuladores telescópicos, registrou 37 mil unidades vendidas em 2025, mesmo patamar de 2024 e 2 mil a menos que o recorde histór
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A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) projeta um ano desafiador para os segmentos de máquinas agrícolas e rodoviárias, com recuo nas vendas e nas exportações, após um 2025 com poucos indicadores de alta e uma entrada recorde de produtos importados, sobretudo chineses e indianos.
O setor de máquinas rodoviárias, que engloba tratores de esteira, retroescavadeiras, pás carregadeiras, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, rolos compactadores, minicarregadeiras e manipuladores telescópicos, registrou 37 mil unidades vendidas em 2025, mesmo patamar de 2024 e 2 mil a menos que o recorde histórico de 2022.
A alta na mineração ajudou a compensar a queda nas entregas para a construção civil, setor negativamente impactado pelos juros elevados.
Para este ano, a Anfavea estima um recuo de 4,7%, com 35,3 mil unidades vendidas.
Se o mercado interno se mostrou estável, as exportações cresceram 17,8%, com 17,1 mil máquinas embarcadas.
A maioria teve como destino os Estados Unidos, ainda que em volume inferior ao de 2024.
Os mercados sul-americanos foram os principais responsáveis pela alta nos embarques.
Para este ano, a projeção é de queda de 10,7% nas exportações, em função da instabilidade relacionada a questões tarifárias envolvendo nosso principal destino, os Estados Unidos.
Já as importações cresceram 10%, superando a marca de 20 mil unidades.
“Mais de 16 mil dessas máquinas rodoviárias vieram da China, muitas delas em concorrências públicas que deveriam considerar não apenas a localização da produção e os empregos gerados no país, mas também a qualidade dos produtos e dos serviços de assistência técnica — aspecto que precisa ser revisto com urgência”, alertou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.
Fonte: Anfavea
Máquinas agrícolas – Há quatro anos, as vendas internas de máquinas agrícolas vêm registrando quedas sucessivas.
Em 2025, as vendas no varejo somaram 49,8 mil unidades, 3,6% abaixo do ano anterior e 10 mil a menos que em 2021, com destaque para as colheitadeiras, cujo volume foi reduzido a quase um terço.
“O crescimento da atividade agropecuária, mais volátil e incerto do que o de máquinas rodoviárias, ocorre em um contexto de juros elevados, o que afeta diretamente o setor de máquinas agrícolas”, afirmou Calvet, ressaltando a necessidade de fortalecimento de instrumentos de financiamento, como o Plano Safra e linhas do BNDES.
Por outro lado, observa-se crescimento na venda de tratores de baixa potência, associados à agricultura familiar e estimulados por programas como o PRONAF Mais Alimentos, cujos juros são mais atrativos, em torno de 5%.
Para 2026, a projeção da Anfavea é de novo recuo, de 6,2% nas vendas no varejo.
Para as exportações, espera-se também retração de 12,8%, após leve alta de 2,4% em 2025.
O ponto de maior atenção no momento são as importações, que atingiram um patamar recorde de 11 mil unidades, 17% acima de 2024.
O crescimento expressivo dos importados transformou o superávit em déficit na balança comercial pelo segundo ano consecutivo.
A Índia, com 6 mil unidades, lidera o ranking de modelos estrangeiros, enquanto a China, com crescimento de 85,7%, se aproxima, com 3,9 mil unidades importadas no ano passado.
Estudo de competitividade encomendado pela Anfavea ao BCG indica que produtos chineses e indianos apresentam vantagens em relação aos nacionais em escala, preço do aço e mão de obra, reduzindo o custo de produção em até 27%.
“Isso nos coloca diante de um desafio urgente de apoio à produção nacional, sob pena de perdermos investimentos, empregos, conhecimento estratégico e arrecadação gerada pela indústria de máquinas autopropulsadas, justamente em um país reconhecido pela força do seu agronegócio e da construção civil”, concluiu o presidente da Anfavea.

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