Agência Transporte Moderno
18/08/2026 00h01
A Scania prevê vender 750 caminhões movidos a gás no Brasil em 2026, acima da meta estabelecida inicialmente pela montadora, de 500 unidades.
Segundo a fabricante, o objetivo original já foi alcançado e outros 250 veículos estão na carteira, com parte das entregas programada para o segundo semestre.
A previsão ocorre em um momento de retração dos emplacamentos de caminhões a gás no mercado brasileiro.
De janeiro a julho, foram registradas 338 unidades, contra 507 no mesmo período de 2025, queda de 33,3%, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea.


A Scania prevê vender 750 caminhões movidos a gás no Brasil em 2026, acima da meta estabelecida inicialmente pela montadora, de 500 unidades.
Segundo a fabricante, o objetivo original já foi alcançado e outros 250 veículos estão na carteira, com parte das entregas programada para o segundo semestre.
A previsão ocorre em um momento de retração dos emplacamentos de caminhões a gás no mercado brasileiro.
De janeiro a julho, foram registradas 338 unidades, contra 507 no mesmo período de 2025, queda de 33,3%, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea.
A Scania mantém posição de liderança no mercado brasileiro de caminhões a gás.
Embora outras fabricantes já comercializem modelos com essa tecnologia no país, os volumes dessas marcas ainda são bastante inferiores aos da Scania, que se consolidou como a principal fornecedora de caminhões a gás no mercado nacional.
A diferença entre a previsão de vendas da Scania e os números de emplacamentos está relacionada ao ciclo de produção e entrega dos veículos.
Parte dos caminhões que compõem a carteira da montadora ainda será produzida e entregue nos próximos meses.
Um dos principais negócios da Scania no segmento de veículos a gás neste ano é o projeto da TransJordano, que prevê a incorporação de 100 caminhões movidos a biometano à frota.
As primeiras unidades começam a ser entregues em agosto, em lotes sucessivos até dezembro.
Os veículos são Scania 6×4 e serão utilizados em rodotrens de nove eixos, com capacidade de até 74 toneladas.
O projeto é financiado pelo Fundo Clima, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e faz parte da estratégia da transportadora para reduzir as emissões da operação.
Segundo o fundador da TransJordano, João Bessa, o biometano pode reduzir em até 95% as emissões de CO₂ em comparação com o diesel.
A empresa estima ainda redução média de 12% no consumo e ganho de aproximadamente 10% no custo operacional, embora o combustível ainda apresente preço entre 10% e 15% superior ao diesel.
Para viabilizar a operação, a TransJordano estruturou um corredor de abastecimento entre Ribeirão Preto, Sumaré e Cubatão, no Estado de São Paulo, com três pontos próprios. A infraestrutura poderá também ser compartilhada com outras transportadoras por meio da Garage Log, empresa do grupo.
A encomenda da TransJordano faz parte da carteira que sustenta a previsão da Scania de chegar a 750 caminhões a gás vendidos no Brasil em 2026.
Pedidos de gás ainda não chegaram às estatísticas - A Scania trabalha com produção sob encomenda, o que cria um intervalo entre a venda e o registro do caminhão. Os veículos são fabricados de acordo com a configuração definida pelo cliente e, depois da produção, ainda passam pelas etapas de entrega e emplacamento.
Por isso, os números de vendas da montadora podem estar à frente dos registros oficiais do mercado.
Segundo a Scania, há pedidos já contratados que ainda entrarão em produção e serão entregues ao longo do segundo semestre. Parte dos veículos que chegarem aos clientes no fim do ano poderá, inclusive, ser emplacada somente em 2027.
18 de agosto 2026
18 de agosto 2026

Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP
Telefone (11) 3662-4159
© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade