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ARTIGO
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O Inimigo oculto do motor

Em artigo, especialista explica como a degradação do combustível acelera o acúmulo de carbono

Assessoria de Imprensa

06/10/2026 07h00

Por Gilles-Laurent Grimberg*

Ao longo da minha trajetória e nas constantes análises que realizo sobre o comportamento dos combustíveis e seus impactos nos sistemas de injeção, percebo que muitos profissionais ainda ignoram a verdadeira raiz de diversos problemas mecânicos.

A degradação do combustível é a causa mais subestimada do acúmulo de carbono no motor.

Os depósitos de carbono não são apenas sujeira acumulada com o tempo; na verdade, trata-se de hidrocarbonetos não queimados, vapores de óleo oxidados e subprodutos de uma combustão incompleta que se aderem com facilidade às válvulas, pistões e injetores, comprometendo drasticamente a eficiência, o consumo e a vida útil do motor.

O fato

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Por Gilles-Laurent Grimberg*

Ao longo da minha trajetória e nas constantes análises que realizo sobre o comportamento dos combustíveis e seus impactos nos sistemas de injeção, percebo que muitos profissionais ainda ignoram a verdadeira raiz de diversos problemas mecânicos.

A degradação do combustível é a causa mais subestimada do acúmulo de carbono no motor.

Os depósitos de carbono não são apenas sujeira acumulada com o tempo; na verdade, trata-se de hidrocarbonetos não queimados, vapores de óleo oxidados e subprodutos de uma combustão incompleta que se aderem com facilidade às válvulas, pistões e injetores, comprometendo drasticamente a eficiência, o consumo e a vida útil do motor.

O fator mais crítico para que esse cenário ocorra está diretamente ligado à qualidade do combustível que entra no sistema.

O combustível degradado, especialmente aquele com mais de noventa dias de estocagem, passa a formar lacas e vernizes nas superfícies quentes do motor.

Além disso, a presença de água livre acima de 200 ppm favorece o crescimento microbiano e leva à severa obstrução dos injetores.

Em motores dotados de injeção direta (GDI), o acúmulo de depósitos chega a ser até três vezes mais rápido, já que as válvulas de admissão não recebem a lavagem constante do combustível, ficando totalmente expostas à impregnação dos resíduos.

Evitar esse desgaste prematuro exige uma abordagem estritamente técnica e sistêmica.

É indispensável monitorar o TAN para mantê-lo abaixo de 0,5 mg KOH/g e garantir uma estabilidade oxidativa via RANCIMAT superior a seis horas.

Somado a isso, a rotina deve incluir a drenagem periódica da água livre, a substituição rigorosa dos filtros no prazo adequado e o tratamento químico contínuo do combustível com aditivos detergentes dispersantes de última geração, baseados em PEA ou PIBA, acompanhados de inibidores de oxidação.

Os ensaios balizados pela norma ASTM D6201 comprovam de forma categórica que aditivos detergentes de alta performance conseguem reduzir os depósitos em válvulas em até 80% nos motores com injeção direta.

*Gilles-Laurent Grimberg é CEO da Actioil do Brasil.

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