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Mineração brasileira se prepara para as mudanças climáticas

Setor estabelece estratégias para responder aos impactos de eventos climáticos extremos nas operações, como aponta relatório do IBRAM

Assessoria de Imprensa

20/03/2026 14h05 | Atualizada em 20/03/2026 14h53

O setor mineral brasileiro se prepara responder aos impactos das mudanças climáticas com foco na redução de danos em infraestruturas e na proteção de trabalhadores diante de eventos climáticos extremos, como secas e inundações.

Em 2024, eventos climáticos dessa natureza resultaram em perdas econômicas globais de aproximadamente US$ 368 bilhões.

Na mineração, a vulnerabilidade atinge áreas internas das minas e atividades externas, incluindo o transporte em estradas, ferrovias e portos.

Danos em infraestruturas críticas também provocam paralisações na produção e aume

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O setor mineral brasileiro se prepara responder aos impactos das mudanças climáticas com foco na redução de danos em infraestruturas e na proteção de trabalhadores diante de eventos climáticos extremos, como secas e inundações.

Em 2024, eventos climáticos dessa natureza resultaram em perdas econômicas globais de aproximadamente US$ 368 bilhões.

Na mineração, a vulnerabilidade atinge áreas internas das minas e atividades externas, incluindo o transporte em estradas, ferrovias e portos.

Danos em infraestruturas críticas também provocam paralisações na produção e aumentam custos com reparos e restaurações.

As observações constam no relatório “A Visão do Setor Mineral sobre a Agenda de Adaptação às Mudanças Climáticas”, publicado no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

Como reconhece o IBRAM, “as mudanças climáticas já impõem riscos significativos à produção, à logística, à segurança das comunidades e trabalhadores, assim como à competitividade das empresas”.

Metas – Nesse sentido, o documento define metas para fortalecer a capacidade das atividades industriais até 2028.

Fonte: Elaborado com dados do relatório “A Visão do Setor Mineral sobre a
Agenda de Adaptação às Mudanças Climáticas”, publicado pelo I
BRAM


No cenário internacional, o Artigo 7 do Acordo de Paris determina que a adaptação receba a mesma prioridade que a redução de emissões de gases de efeito estufa.

Dessa forma, o setor mineral utiliza o ciclo de adaptação para avaliar riscos, planejar ações, implementar medidas e monitorar resultados.

Essencialmente, a agenda de adaptação deve integrar as práticas de gestão das empresas.

“A adaptação constitui um eixo essencial da agenda de ESG", assinala o IBRAM no documento. “Em última análise, sustentabilidade significa resiliência", acrescenta.

As prioridades incluem iniciativas como segurança de barragens, uso racional de recursos hídricos e eficiência energética.

Entre as metas estabelecidas, o setor projeta reduzir em 10% o uso de água até 2030.

As empresas também vêm adotando ferramentas como o aplicativo PROX, para integrar comunidades aos sistemas de proteção e defesa civil.

O sistema reúne dados sobre riscos geológicos, hidrológicos e de queimadas.

“Além disso, mineradoras alinham seus relatórios aos padrões internacionais, como o IFRS S2, para divulgar riscos físicos e financeiros relacionados ao clima para investidores e sociedade”, aponta o relatório.

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