AutoData
08/05/2026 07h30
Mesmo com o programa de socorro à indústria de caminhões, Move Brasil, em vigor, a venda destes veículos amargou retração de 15,3% no quadrimestre.
Foram emplacadas 30,4 mil unidades, enquanto que de janeiro a abril do ano passado o número foi de 35,9 mil. Foi o que apontou balanço divulgado pela Fenabrave.
Para o presidente da entidade, Arcélio Junior, o comportamento confirma que este é um segmento mais sensível ao custo do crédito, ao nível de atividade econômica e às decisões de investimento dos transportadores e autônomos:
“O mercado de caminhões continua operando em um ambi
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Mesmo com o programa de socorro à indústria de caminhões, Move Brasil, em vigor, a venda destes veículos amargou retração de 15,3% no quadrimestre.
Foram emplacadas 30,4 mil unidades, enquanto que de janeiro a abril do ano passado o número foi de 35,9 mil. Foi o que apontou balanço divulgado pela Fenabrave.
Para o presidente da entidade, Arcélio Junior, o comportamento confirma que este é um segmento mais sensível ao custo do crédito, ao nível de atividade econômica e às decisões de investimento dos transportadores e autônomos:
“O mercado de caminhões continua operando em um ambiente de maior seletividade. O transportador avalia com cuidado o custo financeiro, o preço do diesel, a demanda por frete e a previsibilidade da economia antes de renovar a frota”.
Ao analisar somente os dados de abril, no entanto, nota-se que a intensidade da queda diminuiu: foram comercializados 8,6 mil veículos, 3,2% abaixo dos 8,9 mil registrados no mesmo mês de 2025 e 1,2% abaixo dos 8,7 mil vendidos em março.
“Vimos que o Programa Move Brasil foi fundamental para a redução da queda no mês passado, considerando que o maior volume comercializado teve pico inicial mais expressivo em março e que os reflexos dos volumes faturados em abril ainda serão contabilizados.”
O dirigente ressaltou que em fevereiro e março os emplacamentos de caminhões pesados superaram crescimento de 49% dentro do Move Brasil.
Move Brasil 2 deve reverter queda - Sobre a renovação da iniciativa anunciada em 30 de abril, com crédito de R$ 21,1 bilhões, ele celebrou, dizendo que, após pleito da Fenabrave, ônibus foram incorporados, além de implementos rodoviários.
“A nova fase do programa chega em um momento importante para todo o segmento de pesados e pode ajudar a reaquecer os emplacamentos de caminhões, ônibus e implementos, com boa capacidade de influenciar, positivamente, os resultados dos próximos meses, revertendo a curva de queda dos últimos anos.”

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