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Indústria de pneus tem retração de 7% no 1º trimestre

Segundo a ANIP, setor comercializou 8,7 milhões pneus, 700 mil a menos que no mesmo período de 2025

Assessoria de Imprensa

04/05/2026 09h52 | Atualizada em 04/05/2026 13h55

A indústria brasileira de pneus fechou o 1º trimestre de 2026 com retração de 7% nas vendas no mercado doméstico, pressionada pela massiva entrada no país de produtos importados.

No total, foram comercializadas 8,7 milhões de unidades no trimestre, contra 9,4 milhões no mesmo período do ano anterior, totalizando 700 mil pneus a menos no intervalo.

As vendas de pneus de carga recuaram 7,9% no período.

Os dados são da ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), que aponta “práticas de dumping e descumprimento das metas ambientais previstas na legislação”.

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A indústria brasileira de pneus fechou o 1º trimestre de 2026 com retração de 7% nas vendas no mercado doméstico, pressionada pela massiva entrada no país de produtos importados.

No total, foram comercializadas 8,7 milhões de unidades no trimestre, contra 9,4 milhões no mesmo período do ano anterior, totalizando 700 mil pneus a menos no intervalo.

As vendas de pneus de carga recuaram 7,9% no período.

Os dados são da ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), que aponta “práticas de dumping e descumprimento das metas ambientais previstas na legislação”.

Com o desempenho, a participação dos pneus nacionais no mercado de reposição ficou em 31%, contra 69% dos importados.

Em 2019, a proporção era inversa, com os fabricantes nacionais detendo 69% de participação.

“A falta de condições isonômicas de concorrência está colocando em risco todo o ecossistema de produção de pneus no Brasil, o que pode levar o país a uma situação de dependência do mercado internacional, com perda de soberania neste setor estratégico”, diz Rodrigo Navarro, presidente da ANIP.

“Pneu é insumo estratégico e medidas precisam ser tomadas para defender a indústria e fornecedores no país”, aponta o executivo.


Fonte: ANIP


Para tentar mudar esse quadro, a ANIP ingressou no MDIC (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio) com pedido de ajuste da alíquota de importação de pneus de passeio de 25% para 35%, a exemplo do que fizeram México e União Europeia, dentre outros mercados.

A entidade também tem atuado em conjunto com fornecedores da cadeia de produção (borracha, químicos, aço, têxteis) e outros setores da indústria com desafios similares, visando buscar soluções para a entrada indiscriminada de importados no país.

“Em março, lançamos um Manifesto pela indústria nacional que já conta com o apoio de mais de 40 organizações e entidades”, diz Navarro.

Segundo ele, a adoção das medidas propostas pode estabelecer “bases mais justas de competição, trazendo maior equilíbrio e impedindo a destruição do ecossistema produtivo de pneus no Brasil”.

“Muitos setores estão enfrentando o mesmo problema. Nossa causa é evitar a desindustrialização do país, a perda de investimentos e a de postos de trabalho”, comenta Navarro.

A íntegra do documento pode ser acessada neste link.

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