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Alta do diesel expõe desafios de eletrificação das máquinas agrícolas no Brasil

Troca de motores a combustão por sistemas elétricos pode melhorar resultados no campo e reduzir emissões

Climainfo

25/03/2026 08h00

Produtores rurais de diferentes regiões do Brasil estão preocupados com a alta do preço do diesel provocada pela guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Embora produza mais petróleo do que consome, o Brasil ainda importa cerca de 30% do diesel, por limitações em seu parque de refino.

E mesmo o aumento da adição de biodiesel no combustível de origem fóssil depende da oferta do biocombustível e de questões técnicas.

Por isso, o novo choque do petróleo antecipa um debate inevitável: a substituição das máquinas agrícolas a combustíveis fósseis por equ

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Produtores rurais de diferentes regiões do Brasil estão preocupados com a alta do preço do diesel provocada pela guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Embora produza mais petróleo do que consome, o Brasil ainda importa cerca de 30% do diesel, por limitações em seu parque de refino.

E mesmo o aumento da adição de biodiesel no combustível de origem fóssil depende da oferta do biocombustível e de questões técnicas.

Por isso, o novo choque do petróleo antecipa um debate inevitável: a substituição das máquinas agrícolas a combustíveis fósseis por equipamentos elétricos.

O uso de sistemas totalmente elétricos não só é possível, como também pode melhorar os resultados no campo e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Mas, o processo de eletrificação ainda enfrenta obstáculos, especialmente em operações agrícolas de grande escala, como as que caracterizam o agronegócio no país.

Motores elétricos permitem controle mais preciso e facilmente ajustável de velocidade, torque e potência, algo especialmente valioso para diferentes operações no campo.

Além disso, as arquiteturas de tração distribuída eliminam os diferenciais mecânicos, permitindo o controle independente do torque em cada roda.

O problema é a demanda energética. Em testes com um trator elétrico equipado com motor de 19 quilowatts (kW) e bateria de 21,6 quilowatts-hora (kWh), a autonomia em atividades de preparo do solo foi de três horas de trabalho contínuo por carga.

O estudo, publicado na revista Scientific Reports, mostra que para sustentar um turno completo de trabalho seria necessária uma bateria cerca de três vezes maior.

Por isso, projetos de pesquisa e desenvolvimento têm se concentrado em sistemas híbridos.

A redução média é de até 31% no consumo de combustível em comparação com tratores convencionais. A vantagem está na possibilidade de operar o motor a combustão em faixas de maior eficiência operacional, enquanto os motores elétricos fornecem torque adicional.

Enquanto a dependência dos combustíveis fósseis continua – não só para tratores, mas também para os caminhões que transportam as safras -, a apreensão aumenta.

Além do preço, há relatos de dificuldades de abastecimento. E com o Brasil no pico do escoamento da soja, a alta do diesel encarece o transporte até os terminais de exportação e aumenta a pressão inflacionária sobre o restante da economia, detalha a Bloomberg Línea.

Como medida paliativa, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve discutir o avanço da mistura obrigatória de biodiesel no diesel.

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