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Revista M&T - Ed.306 - Agosto de 2026
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MERCADO

Mercado brasileiro de máquinas se mantém estável

Confirmando as projeções do Estudo de Mercado de 2025, setor sustenta o ritmo de desempenho no 1º semestre em uma base alta, mas enfrenta desafios para ir além
Por Marcelo Januário (Editor)

Imagem: Fleetbear


A revisão das projeções para o mercado de máquinas foi tema do 2º Radar Tendências, evento online realizado em julho que atualizou os números levantados no 20º Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos, publicado com exclusividade pela Revista M&T no final de 2025.

Como veremos em detalhes à frente, a sondagem atual confirma um cenário de estabilidade, com previsão de variação de +4% no total geral de máquinas vendidas (58.611 unidades).

Como parâmetro, no ano passado a 1ª edição do evento traçou uma projeção um pouco mais cautelosa para o exercício, apontando “estabilidade na demanda, com viés de queda”, com estimativas de recuo de -2% no Total Geral do mercado.

Portanto, a projeção geral para o ano pode ser considerada melhor que o previsto.

Durante o 1º seme


Imagem: Fleetbear


A revisão das projeções para o mercado de máquinas foi tema do 2º Radar Tendências, evento online realizado em julho que atualizou os números levantados no 20º Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos, publicado com exclusividade pela Revista M&T no final de 2025.

Como veremos em detalhes à frente, a sondagem atual confirma um cenário de estabilidade, com previsão de variação de +4% no total geral de máquinas vendidas (58.611 unidades).

Como parâmetro, no ano passado a 1ª edição do evento traçou uma projeção um pouco mais cautelosa para o exercício, apontando “estabilidade na demanda, com viés de queda”, com estimativas de recuo de -2% no Total Geral do mercado.

Portanto, a projeção geral para o ano pode ser considerada melhor que o previsto.

Durante o 1º semestre de 2026, a sondagem foi realizada com 23 Compradores e 13 Dealers, com predominância do Sudeste (com 39,1% e 38,5%, respectivamente) como principal região de atuação, com destaque ainda para a região Sul (38,5%).

“No caso dos Dealers, a atuação é bastante equilibrada, com 1/3 de representatividade para cada uma das regiões, embora se sinta falta do Centro-Oeste e do Nordeste”, comentou o novo coordenador do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos, Claudio Schmidt.

Em relação à principal área de atuação, também há um equilíbrio entre Construtoras e Locadoras (ambas com 43,5%) no que se refere aos Compradores de máquinas, com participação menor de Prestadoras de Serviços (8,7%), enquanto os Dealers têm participação maciça da Construção (92,3%), com um residual no Agronegócio (7,7%).

DINÂMICA

No que tange às vendas por Macrossetor (v. Gráfico 1), a sondagem revela que as vendas no 1º semestre se concentraram principalmente em Governo (Municipal, Estadual e Federal), que assumiu a liderança nas vendas dos Dealers, fechando o período com 23% de participação.

No 1º trimestre, o setor público ocupava apenas a 5ª posição (13%), mas depois ultrapassou a Construção Pesada (22%) e a Locação (19%), tradicionais líderes nesse indicador. Completam a lista os segmentos de Construção Leve (14%), Agrícola / Florestal (12%) e Mineração / Agregados (10%).

“O segmento de locação, que liderava o mercado no início do ano com 23%, caiu para o 3º lugar no acumulado do semestre”, notou Schmidt.

“No entanto, os setores de Mineração e Agregados registraram a maior queda de posição, saindo do 4º para o 6º lugar.”

Para o coordenador, a oscilação que levou o Governo à ponta da lista dos principais Compradores de máquinas deve ser considerada como pontual. “Até porque não é o que normalmente acontece o Governo ser primeiro, onde sempre estão o mercado de Locação ou de Construção Pesada” comentou.

Segundo Schmidt, a queda da Locação – que passou para o 3º lugar – pode eventualmente ser creditada à ausência de vendas diretas feitas por fabricantes para locadores, sem passar pelos Dealers.

“A Locação continua forte e, pelo perfil do mercado, vai ficar ainda mais forte, e talvez volte até a passar a Construção Pesada em algum momento, como ocorreu no 1º trimestre deste ano”, disse ele no Radar Tendências.

Apesar de o governo ter liderado as vendas no semestre, a Construção Pesada continua bem-posicionada nas expectativas de Dealers e Compradores.

“Esse setor sempre foi muito representativo para o país”, ressaltou Jordão Coelho Duarte, diretor de operações da Skava-Minas.

“E esse otimismo revelado pela sondagem talvez esteja ligado a um fator de renovação de frota, que é constante para as Construtoras, assim como a necessidade de o país atender às novas demandas de Mineração, em um movimento que vai seguir constante.”

Além dos setores que impulsionaram o mercado no período, as empresas participantes também indicaram as áreas que devem liderar as vendas em 2026.

“Aqui se percebe como realmente é o comportamento normal do mercado, com a Construção Pesada em primeiro lugar tanto para Locadoras como para Dealers”, analisou Schmidt.

“Os Compradores até disseram que Mineração e Agregados podem ficar em 2º lugar, além de posicionarem| o Governo onde normalmente ele é visto, ou seja, sempre nas últimas colocações.”

FROTA PARADA

No que tange à Frota Parada (v. Gráfico 2), a sondagem feita apenas com Compradores mostra um predomínio da faixa até 10% dos ativos imobilizados (39,1% das respostas), seguida pelos referenciais de 11%-20% (21,7%), 30%-40% (13%) e 0% (4,3%).

“Esse número mostra para onde o mercado tem capacidade de ir”, observou o coordenador.

“No momento, não tem muita frota parada, que faz parte do negócio.”

Mesmo assim, a sondagem mostra que uma parcela relevante dos Compradores trabalha com mais de 10% de máquina parada.

“Frota parada é sempre um tema delicado. Do meu ponto de vista, é importante ficar em torno de 10% para manter a capacidade de mobilização imediata, além de atender à expectativa e ao prazo que o cliente deseja”, retoma Duarte, da Skava-Minas, destacando que acima disso já se torna um ponto de atenção.

“A partir do momento em que se chega em torno de 20% pode começar a gerar desequilíbrio e desencaixe financeiro para o negócio, diante do alto investimento realizado em frota nova”, assinalou.

Outro indicador importante para o setor é a média de idade das frotas (v. Gráfico 3). Nesse índice, a maioria das máquinas em posse dos Compradores possui até dez anos de uso, somando 82,6% da frota total.

O maior grupo concentra-se na faixa de cinco a dez anos, com 43,5%, enquanto equipamentos de até cinco anos representam 39,1% do parque.

Máquinas com idade entre dez e 15 anos compõem 13% do total, e a parcela de equipamentos com 15 a 20 anos é de 4,3%.

Não há registro de frotas com idade superior a 20 anos no recorte da sondagem. “Podemos concluir que é razoavelmente uma frota nova de equipamentos”, avaliou o pesquisador.

“Isso talvez porque tenhamos um bom número de locadores, que sempre trabalham com uma frota um pouco mais nova.”

Sobre as implicações representadas por uma frota envelhecida, Duarte destacou que a indisponibilidade é o que mais pesa nesse sentido.

“Nesse caso, a frota não permite produzir o quanto você necessita, o que é um grande risco”, reforçou o especialista da Skava-Minas, que atua com Mineração, Construção Pesada e Infraestrutura.

Segundo o diretor, muitas Construtoras brasileiras utilizam a frota durante 2 ou 3 mil h/ano, assim como Locadoras.

Já na Mineração o desafio é maior, ponderou, pois a jornada no segmento costuma se estender por 24 h, sendo que atividades mais severas podem chegar a 5 ou 6 mil h/ano de mobilização dos ativos.

“Por isso, ter [uma frota com] média de idade menor é sempre melhor para garantir a performance operacional”, salientou o especialista, que trabalha com um parque com média de 2 a 2,5 anos. “Isso garante uma performance melhor”, declarou.

TECNOLOGIA

Nas últimas décadas, a tecnologia embarcada e a automação mudaram o perfil do setor, tornando-se um vetor de estímulo à renovação.

Para balizar o tema, a sondagem procurou entender os fatores que podem facilitar a implementação das novas soluções nos canteiros de obras brasileiros, sempre na visão das empresas Compradoras e Dealers.

Os resultados (v. Gráfico 4) mostram que a adoção de automação e tecnologia embarcada depende de fatores distintos para quem compra e quem vende.

Enquanto os Compradores priorizam a percepção e demonstração clara da vantagem tecnológica, os Dealers veem a redução dos custos de implantação como fator determinante.

“Se a tendência de oferecer cada vez mais tecnologia encarece o equipamento, o cliente não paga”, deu o tom o sócio-diretor da MGM Locações, Felipe Frazão.

“Isso só vai se resolver na hora que em todos os fornecedores entregarem equipamentos no mesmo patamar. Hoje, temos diferentes marcas, com equipamentos que entregam a tecnologia, e outros que não entregam.”

De acordo com o locador, o cliente sempre “quer o top em tecnologia”, mas pagando o valor de uma “marca sem tecnologia e entrega”. “Isso ainda nos traz muita dificuldade”, admitiu Frazão.

“A tendência é que todas as marcas se nivelem em tecnologia, fazendo com que os preços fiquem mais equalizados também.”

Como pode ser conferido no Gráfico 4, a renovação de frota com tecnologia integrada de fábrica é a 2ª condição mais importante para Compradores e a 3ª para Dealers.

Para ambos, a falta de mão de obra qualificada é o fator de menor impacto na decisão de implementar novas tecnologias.

“Os Compradores disseram que o principal é perceber e demonstrar a vantagem da tecnologia, ou seja, ‘quero investir tanto e vou ganhar tanto com isso’”, observou o coordenador, relevando um descompasso de percepções.

“Talvez essa seja uma dificuldade. Os Dealers acham que o problema do comprador é o custo, que não foi a primeira resposta dos Compradores.”

Se para viabilizar a tecnologia é necessário demonstrar suas vantagens, isso não deveria ser um problema, afinal já existem diversas soluções embarcadas com retorno positivo comprovado.

“É o caso de sistemas de monitoramento online, gestão online, gestão de performance e gestão de componentes dos equipamentos”, enumerou Duarte.

“São tecnologias que a gente já usa no dia a dia e consegue mensurar resultado.”

O especialista citou ainda questões operacionais atreladas à segurança. Atualmente, disse ele, já são comuns os sistemas de fadiga para acompanhar os operadores.

“Mas, em geral, a tecnologia tem de estar atrelada à estratégia dos negócios e à maturidade operacional”, contrapôs.

“Várias tecnologias que a gente pode desenvolver precisam de um prazo de maturação, o que requer contratos de maior duração.”

Um exemplo é a operação autônoma, uma tendência que o mercado vem debatendo e cada vez mais se aproxima da realidade.

“Mas para conseguir viabilizar uma operação autônoma a gente tem de vencer as etapas de custo, prazo e infraestrutura”, advertiu Duarte.

“Estamos em um momento de muita mudança e temos que acompanhar isso de perto para conseguir equalizar a conta. É o momento de estudar muito, de fazer trabalhos conjuntos com Dealers e clientes para entender onde colocar a tecnologia e trazer retorno para a operação.”

PARQUES

A sondagem também traz informações atualizadas sobre o tamanho da frota no país, mostrando uma predominância da faixa até 1.000 equipamentos, com 52,2% na somatória dos parques de 0-100 e 500-1.000 máquinas, ambos com 26,1%.

“Os grandes Compradores, com mais de 1.000 equipamentos, representam um pouco mais que 8%”, acrescentou Schmidt, citando a presença relevante nas respostas das faixas de 100 a 300 (21,7%) e de 300 a 500 (17,4%) equipamentos.

“A média está em torno de 300 a 500 equipamentos dentro do parque, seja como construtor, minerador ou locador”, considerou.

Por falar em Locação, as Construtoras brasileiras ainda mantêm a maior parte da frota como propriedade direta, utilizando o rental de forma complementar.

Como exposto no Gráfico 5, é possível constatar que 58% das empresas alugam até 10% do total de equipamentos que operam.

Faixas intermediárias de Locação – de 11% a 25% e de 25% a 50% da frota – são utilizadas por 17% das Construtoras em cada caso.

O modelo de negócio baseado majoritariamente em Locação (acima de 50% da frota) é adotado por apenas 8% das empresas do setor, como releva a pesquisa.

“Esse é o nosso percentual de equipamentos alugados dentro das frotas das Construtoras”, completou o coordenador.

O cenário é ambíguo, pois pode representar tanto um espaço de crescimento para a Locação como revelar limites estruturais para terceirizar a frota.

“Temos uma participação ainda pequena de equipamentos alugados”, prosseguiu.

“É por isso que o locador é um dos segmentos que devem movimentar o macrossetor no futuro.”

Para o diretor de negócios da Armac Locação, Myron Carr, todas as empresas querem contar com alternativas que se encaixem em cada projeto e nova obra.

“Esse movimento contínuo de compra e venda e necessidade de locação traz um dinamismo silencioso de busca por alternativas em meio à renovação e expansão da frota”, comentou.

Outro dado revelador da sondagem indica que mais de 60% dos entrevistados (v. Gráfico 6) informaram usar venda direta ou canais próprios para comercializar equipamentos usados.

O canal direto é a principal via de saída para máquinas usadas, com 60,9% dos Compradores utilizando sites ou páginas da própria empresa para vendas.

“As empresas vendem muito dessa maneira, onde dão um jeito de fazer a venda direta”, acentuou Schmidt.

Sites especializados em máquinas atendem 17,4% das transações, enquanto as vendas diretas para Dealers respondem por apenas 4,3%.

Já o uso de leilões e o sistema de “trade-in” (troca) registram pouca atividade (ambos com 4,3%).

Além disso, uma parcela de 8,7% das respostas informa não ter comercializado equipamentos usados recentemente.

VALOR RESIDUAL

Em geral, a premissa é que o mercado brasileiro já precifica bem o equipamento usado, mas ainda persistem gargalos de informações sobre estado do bem, horas trabalhadas e histórico de manutenção.

“Ainda há muita assimetria”, disse Carr, da Armac. “Diferentemente do mercado de veículos leves, não existe uma tabela FIPE que padronize o valor de equipamentos pesados usados e seminovos.”

Segundo o diretor, isso gera um cenário restritivo de revenda para esses ativos. “Acaba criando uma fragmentação bastante grande”, reconheceu.

“E essa simetria é notada em equipamentos de porte, ano e horímetro muito similares espalhados pelo Brasil, com preços de venda que acabam destoando um dos outros.”

No caso da Armac, ele contou, a empresa desenvolveu um canal próprio para a venda de seminovos, permitindo manter um processo de renovação contínua da frota.

“Como o Brasil é um país continental, há um ingrediente importante que é o frete, o que muda tudo”, ressaltou Carr.

“Então, começamos esse movimento criando um canal próprio de lojas de seminovos, para justamente padronizar um pouco a forma como renovamos os nossos equipamentos. E isso começa a se refletir um pouco também para o mercado.”

Na visão do diretor, o valor residual de revenda deveria ter o mesmo peso dos custos com consumo e manutenção na decisão de compra.

“O valor residual baliza o custo horário ao longo da vida de trabalho do equipamento, indicando quanto vai retornar de caixa ao final do ciclo”, disse.

“As empresas que fazem essa engenharia financeira sobre o ativo conseguem extrair melhor retorno sobre o capital empregado.”

Expandindo a análise, Carr considerou que o investimento em máquinas e equipamentos nunca vai deixar de existir.

“Mas a profissionalização do setor também mira para inteligência artificial, novas tecnologias, softwares e gestores profissionais de frota, bem como operações, que são capazes de extrair o melhor dessas ferramentas e softwares para que a empresa tome as melhores decisões no dia a dia da operação”, argumentou.

Já o tamanho das frotas para locação dos Dealers ficou estável ou aumentou no 1º semestre, ambos os índices com 30,8%. Para um percentual de 15,4% a frota diminuiu, enquanto 23,1% afirmaram não ter equipamentos para locação.

“A frota de equipamentos para locação tem aumentado de um semestre para o outro”, constatou Schmidt.

INVESTIMENTOS

Em mais um aspecto crítico para o setor, a pesquisa sondou com Compradores o nível de adesão ao serviço de seguros de equipamentos (v. Gráfico 7), revelando que a gestão de riscos foca na proteção externa, com 47,8% dos entrevistados mantendo 100% dos equipamentos segurados por empresas de mercado.

A contratação de seguros específicos para áreas de risco ou tipos de equipamentos é a opção de 26,1% das empresas que responderam à sondagem.

Apenas 4,3% utilizam sistema de autosseguro com fundo próprio e outros 4,3% declararam não possuir nenhum tipo de proteção para a frota. Além disso, 17,4% dos proprietários contratam o serviço somente sob exigência contratual, como mostra o Gráfico 7.

Sobre a forma de aquisição de peças e serviços, 17 Compradores utilizam peças de reposição do Dealer oficial da marca, 15 usam peças paralelas e 11 adquirem diretamente da fabricante, enquanto sete recebem serviços de empresas não oficiais, cinco fazem o atendimento em oficina própria e quatro acionam o atendimento do distribuidor oficial da marca.

“Em geral, as empresas ainda preferem comprar peças com qualidade, conhecimento e boa estrutura do Dealer, mas em serviços talvez já confiem um pouco mais em outras empresas”, avaliou o coordenador.

“Principalmente se for uma empresa bem-consolidada, com um bom quadro técnico. Além disso, o Dealer nem sempre está tão próximo do usuário, do ponto de uso da máquina.”

Os resultados sobre as principais ações de investimento também indicam que 65,2% dos Compradores entrevistados (15 respostas) pretendem adquirir equipamentos pesados até 2027, 52,1% querem vender (12), 47,8% alugar (11), 34,7% investir em novas tecnologias (8), 26% avançar em softwares (6), 21,7% alugar compactos (5) e 8,7% aumentar a terceirização de serviços, comprar compactos e máquinas usadas (2 em cada caso).

“É interessante a intenção de vender equipamentos pesados”, apontou Schmidt. “Mas há ainda uma tendência de renovação e de alugar equipamentos pesados, mostrando um caminho de aumentar a locação.”

Sobre os meios utilizados para a aquisição de equipamentos em 2026 (v. Gráfico 8), as respostas evidenciam que o financiamento ocorre predominantemente por meio de capital próprio, modalidade utilizada por 39,1% dos Compradores.

O Cartão BNDES aparece como a 2ª principal ferramenta de aquisição (21,7%), seguido por CDC (17,4%) e leasing financeiro (8,7%). Finame, leasing operacional, consórcio e financiamento internacional não apresentam registros significativos na amostra.

“O Finame sempre foi uma coisa pesada, mas agora está com um valor bem baixo de participação como tipo de financiamento a ser usado para a compra de equipamentos”, salientou Schmidt, para quem a opção por capital próprio pode ser creditada à dificuldade de intenção de crédito.

Pela amostra, os bancos de fabricantes são os mais utilizados pelos Compradores, com 52,2% de participação, ao passo que os bancos comerciais respondem por apenas 8,7% das transações.

“A opção pelo financiamento de banco de fábrica deixa o crédito do banco comercial para o cliente utilizar com outras necessidades”, justificou Manuel Lovato, diretor de planejamento estratégico da Komatsu.

EXPECTATIVAS

Em termos de negócios, a expectativa de vendas do 1º semestre de 2026 (v. Gráfico 9) mostra um cenário de otimismo para os Dealers, com a cautela prevalecendo entre os Compradores.

Para 54% dos Dealers, o desempenho no ano deve ser positivo, com resultado “melhor” (46%) ou “muito melhor” (8%) que em 2025, enquanto o maior grupo de Compradores (44%) prevê o “mesmo nível” do ano passado, acompanhado por 8% dos Dealers que pensam da mesma maneira.

Paradoxalmente, o pessimismo também é maior entre os distribuidores, com 30% aguardando resultados “piores”, contra 22% de Compradores que compartilham dessa visão.

Nenhum Comprador espera um ano “muito melhor”, enquanto apenas 8% dos Dealers e 4% dos Compradores acreditam em um cenário “muito pior”.

“Metade dos entrevistados está dizendo que este ano está melhor que o anterior”, comentou Schmidt.

“Já nos Compradores o cenário é um pouco diferente, pois a maior parte está no estável mesmo, embora muitos tenham ficado abaixo do esperado.”

No entanto, o quadro setorial revela algumas particularidades relevantes.

“O setor tem ciclos, com momentos de retração, estabilidade e crescimento – e raramente esses momentos acontecem de forma uniforme em todas as áreas”, indicou Domage Ribas, gerente de equipamentos da Crasa Infraestrutura.

“Percebe-se que mineração, agro, obras privadas e públicas respondem a fatores diferentes e, por isso, têm velocidades diferentes.”

Olhando para os números da sondagem, Ribas visualiza um mercado estável na média, com “sinal de reorganização para um novo ciclo de crescimento”. Na análise do especialista, o mercado se organiza em dois grandes “balões”.

Na prática, o primeiro está aquecido, com obras contratadas, previsibilidade de demanda e boa capacidade de investimento.

“E o outro é onde estão os cautelosos”, pontificou. “Isso porque a decisão [de compra] está baseada em crédito, licenciamento, orçamento público e outras questões que implicam continuidade dos projetos.”

Comparando-se a expectativa com o volume realizado no 1º semestre, a tendência de estabilidade ganha reforço.

Entre os Dealers, 61% tiveram resultados “dentro do esperado”, 31% “melhor que o esperado” e 8% “pior que o esperado”.

Já entre os Compradores, esses índices apontam 48%, 17% e 30%, respectivamente, além de 5% que vêm tendo um desempenho “muito pior que o esperado”, o que não foi citado por nenhum Dealer.

“Ambos os grupos dizem que o mercado está dentro do esperado, basicamente estável, com os Compradores um pouco mais cautelosos”, reforçou Schmidt.

Até o final do ano, a expectativa entre os Dealers de fato é amplamente “cautelosa” (53,8%), seguida de longe por percepções mais “otimistas” (30,8%), “pessimistas” e “muito pessimistas” (7,7% em ambas).

Para os Compradores, esses índices apontam 52,2%, 30,4% e 17,4%, respectivamente, mas nenhum entrevistado do grupo se declarou “muito pessimista”.

“O lado bom é que 30% dos dois lados, tanto Dealers quanto Compradores, estão otimistas”, delineou o coordenador. “Então, parece um bom mercado ainda para 2026.”

PREOCUPAÇÕES

Como nas edições anteriores, a sondagem mais uma vez avaliou as preocupações das empresas para o ano (v. Gráfico 11).

Neste item, o “mercado financeiro” é a principal fonte de preocupação em 2026 tanto para Compradores quanto para Dealers.

No 2º nível de apreensão, os Compradores destacam o “cenário eleitoral”, enquanto os Dealers focam na entrada de “novos competidores” no mercado.

Os itens de “disponibilidade, qualificação e custo da mão de obra” ocupam a 3ª posição para Compradores e a 4ª para Dealers.

A “instabilidade geopolítica” fecha a lista de prioridades negativas para ambos.

“Até que a geopolítica mundial não afeta tanto assim para nenhum dos lados”, observou o analista, ressaltando que a linha de novos players chama a atenção ao ocupar posições bastante distintas dentre os grupos.

“Basicamente, são novas fabricantes que estão chegando no mercado, que devem dar uma agitada no setor com novos preços também. Para o Comprador é o melhor dos mundos, pois ganha mais opção.”

Para Ribas, o custo financeiro obriga a empresa a ser mais criteriosa na alocação de capital.

“Com os juros altos, cada decisão de investimento precisa ser muito bem-justificada, sendo que a máquina deixa de ser uma aquisição pura”, cravou o profissional da Crasa.

“O obstáculo é a pressão por maior eficiência operacional, uma vez que o equipamento precisa trabalhar mais, parar menos tempo e gerar um resultado mais rápido também.”

Isso evidentemente exige uma análise profunda, afirmou, considerando o custo total, disponibilidade, consumo e demais itens ligados à operação do equipamento.

“Por isso, a resposta é comprar melhor, planejar melhor e medir isso de uma forma mais adequada”, sugeriu Ribas, para quem a presença de recursos como telemetria, manutenção preventiva e preditiva, capacitação de mão de obra e gestão eficaz “é o que faz o negócio ser vantajoso”.

OPORTUNIDADES

Além das preocupações, a sondagem também avalia as oportunidades para o setor (v. Gráfico 11), indicando fatores como “privatizações e investimentos privados” como a maior delas, mas que também embutem desafios.

“Quem atua nesse mercado privado sabe como é bem rápido e exige outro nível de gestão, com uma cobrança muito maior de prazo, desempenho, segurança, visibilidade e qualidade da entrega”, continuou Ribas.

“Esse é um ponto estratégico, pois não adianta ter grandes investimentos, contratos rentáveis e equipamentos de ponta com tecnologia embarcada em alto nível se a empresa não for totalmente preparada para entregar produtividade e segurança. Não basta só ter equipamento disponível, precisa ter capacidade para gerir tudo isso.”

Entretanto, há divergências sobre os principais motores de negócios para 2026. Enquanto os Compradores colocam as privatizações no topo da lista, os Dealers avaliam que a “demanda por locação” é a oportunidade número 1.

Todavia, ambos os grupos concordam que os “programas de fomento do governo” (2º e 3º na lista) e a “política cambial favorável” (4º em ambos) são fatores relevantes, ocupando posições intermediárias.

O fato de 2026 ser um “ano eleitoral” aparece como a menor das oportunidades para os dois perfis (5º).

“É o dinheiro privado e a demanda que permitem alavancar o mercado de equipamentos”, interpretou Schmidt, avaliando que o ciclo eleitoral não pesa para ninguém, embora alguns entrevistados tenham dito “que o 2º semestre pode ser um pouco mais confuso por causa das eleições”.

Sobre as oportunidades que a locação oferece para os Dealers, Ribas comentou que existe um movimento de procura fundado em juro alto, dinheiro caro e necessidade de prosseguir o investimento.

“O mercado de Locação virou uma ferramenta de gestão para as Construtoras, uma ferramenta que auxilia na gestão do dinheiro”, salientou.

“Afinal, permite ajustar a frota à demanda real do contrato, o que melhora a alocação de capital e reduz o risco operacional.”

Isso não significa que comprar perde importância, notou o diretor.

“A tendência é uma composição mais estratégica, com uma frota própria para equipamentos críticos, de uso contínuo e um diferencial de operação em picos de demanda, mesclados com equipamentos específicos, com menor variação ou tempo mais curto de execução”, analisou Ribas.

RESULTADOS

Após a contextualização do cenário setorial, a sondagem revela que o Total Geral de máquinas novas vendidas segue praticamente estável no país, mas com diferentes movimentos. Como destacado acima, a previsão de vendas para 2026 sofreu uma revisão.

No comparativo com os números levantados em outubro de 2025, a previsão por categoria de equipamentos (v. Gráfico 12) feita em julho de 2026 expõe uma leve diminuição em relação à sondagem anterior, de acordo com as respostas de 13 empresas consultadas

. “Houve uma pequena queda em relação à previsão de outubro, de modo que fizemos alguns ajustes”, afirmou o coordenador da pesquisa.

“Então, vai seguindo aquele sinal de um mercado cauteloso que os entrevistados apontaram na pesquisa.”

Em destaque na Linha Amarela, o segmento de Pás Carregadeiras tem aumento previsto de +12% (6.500 produtos), liderando o crescimento na categoria, um pouco acima da previsão anterior, que chegava a 5.812 unidades potenciais.

Da mesma forma, a família de Rolos Compactadores pode registrar bom desempenho, com +10% no ano, indo a 2.700 unidades (contra 2.460 na previsão anterior).

A seguir, a família de Escavadeiras também pode ter uma variação relevante de +7% (8.800 unidades), nesse caso acima da previsão anterior (8.200 unidades).

Para Motoniveladoras a expectativa é de estabilidade (variação de 0%), mantendo-se no patamar de 2.193 unidades do exercício anterior, enquanto o segmento de Retroescavadeiras pode apresentar queda de -2% (com 10.500 unidades no ano, ante 10.706 previstas em outubro), fechando a lista de principais produtos de Linha Amarela.

Nos Demais Equipamentos (v. Gráfico 13), a nova projeção não varia muito entre as famílias, com 22.768 produtos comercializados no total.

A exceção são os Manipuladores Telescópicos, com +8% (345 produtos).

“Por outro lado, em Tratores Pesados a demanda já diminuiu um pouco este ano”, afirmou Schmidt, citando a retração prevista de -7% para a linha (790 itens).

Em Caminhões Rodoviários, os números da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostram retração parcial na venda, ele lembrou, com queda acumulada de -9,3% nos emplacamentos de novos veículos no 1º semestre, embora em junho tenham surgidos fortes sinais de reação que podem confirmar a previsão da pesquisa, que aponta +8% de avanço par ao segmento no ano (12.500 unidades).

“Mesmo com o esforço do Governo, com os programas Move Brasil e Renova Frota, [o fomento] ainda não teve muito efeito até aqui”, adicionou o especialista, destacando ainda que a venda de Reboques e Semirreboques recuou quase 8% no 1º semestre, somando 66,7 mil unidades faturadas.

“Mas tudo indica que Mineração e Agregados podem crescer, sendo um mercado que vai ficar mais forte aqui”, adicionou.

Para o coordenador, em geral o 1º semestre pode ser considerado “bom”. “O 2º semestre deve ficar um pouco mais estável”, projetou.

“Analisando as famílias da lista, percebe-se que alguns equipamentos ainda podem aumentar um pouco, como Carregadeiras, Escavadeiras, Caminhões Fora de Estrada e Compactadores”, sublinhou.

Com quase todas as famílias aumentando um pouco, talvez o mercado brasileiro confirme a projeção de avançar +4% no ano, apesar da leve diminuição prevista para Miniescavadeiras (-4%) e Retroescavadeiras (-2%), chegando à 58.611 unidades no Total Geral de equipamentos.

“Quanto à Linha Amarela, especificamente, o volume previsto de 35,8 mil unidades pode ser considerado confortável para o mercado brasileiro de máquinas”, arrematou Schmidt. | (MJ)


EVENTO
Sobratema destaca as transformações do setor

Promovida pela Revista M&T, a 2ª edição do Radar Tendências reuniu especialistas de diferentes áreas produtivas para repercutir os resultados do 1º semestre no setor de máquinas e equipamentos no Brasil, apresentando projeções para os próximos meses com base em uma ampla pesquisa realizada com Compradores e Dealers.

Em formato online, o evento foi ao ar no dia 23 de julho pelo canal da Sobratema no YouTube, destacando ainda as transformações do setor

. “Nas últimas décadas, o setor de equipamentos no Brasil passou por uma verdadeira revolução silenciosa, saindo de equipamentos analógicos isolados para frotas inteligentes, conectadas e teleoperadas”, disse na abertura o presidente da Sobratema, Afonso Mamede.

“Saímos de planilhas mensais e horímetros livres no painel para dados ao vivo, manutenção preditiva e custo por metro cúbico monitorado em tempo real.”

Segundo ele, esse avanço trouxe uma nova realidade ao setor, com foco no uso da tecnologia de uma forma mais prática e produtiva.

“Há 20 anos, tudo isso era ficção. Hoje, é o novo padrão de construção no Brasil”, completou. “E ainda estamos só no começo.”


ANÁLISE

Evento traz recortes conjunturais

Perspectivas de crescimento estão atreladas aos estímulos que vêm sustentando o consumo, contrapostos à política monetária ainda bastante restritiva, diz economista no 2º Radar Tendências

Analisando o cenário geopolítico durante o 2º Radar Tendências, o economista sênior do Banco Bradesco, Rafael Murrer, citou movimentos importantes ocorridos no 1º semestre, como a guerra no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz por alguns meses, o que fez com que o preço de petróleo subisse até dobrar de valor em relação ao patamar pré-guerra.

“Isso tem um impacto relevante na economia brasileira, na medida em que gerou uma pressão de custos muito forte no período”, comentou.

Em sua análise, o economista também antecipou a queda da inflação, que segundo ele começa a arrefecer após atingir o pico.

“Se a diplomacia funcionar e o preço de petróleo ficar mais tranquilo, a tendência é de desaceleração a partir do 2º semestre”, frisou.

Em relação às perspectivas de crescimento, Murrer aludiu aos estímulos que vêm sustentando o consumo, contrapostos à política monetária ainda bastante restritiva.

“Ainda que esteja se reduzindo, a Selic mitiga um pouco o ritmo de crescimento”, observou.

“Então, estamos falando de um crescimento de 2% da economia no 2º semestre, contra 2,3% no ano passado. É uma desaceleração pequena, não é nenhum grande problema, mas é uma economia crescendo menos.”

Variáveis – Outro ponto importante no planejamento das empresas do setor é o dólar, que impacta diretamente o preço de máquinas e componentes.

“Desde 2025, estamos vendo o dólar perder valor em relação às principais moedas do mundo, atrelado a uma série de incertezas e de volatilidade que estão fazendo com que se desvalorize”, salientou Murrer.

Para o analista, o real “acaba surfando essa onda”. “A gente surfa essa onda positiva desde 2025, com o real se tornando uma das melhores moedas do mundo até o momento, com apreciação ao redor de 7% a 8%, muito porque o Brasil é um player competitivo”, avaliou.

De acordo com ele, o país tem atraído fluxo estrangeiro tanto via financeira quanto comercial, aumentando as exportações. “Isso tem feito com que o real tenha uma performance muito positiva no ano até agora”, argumentou.

Para o 2º semestre, a perspectiva é que os fundamentos, tanto externos quanto internos, continuem valendo. “Então, nossa perspectiva é que o câmbio encerre este ano ao redor de 5 reais por dólar”, projetou.

A expectativa em relação aos juros é outro tema recorrente e incômodo. Para Murrer, o 1º semestre começou com “um dos níveis mais restritivos da história recente”, com uma taxa Selic em 15% a.a.

“Isso de fato encarece muito os investimentos, impactando toda a economia, mas depois o Banco Central começou a flexibilizar a taxa, com cortes graduais”, relembrou.

De acordo com ele, a perspectiva para o 2º semestre é que a Selic siga em redução gradual, encerrando o ano em 13,7% a.a.

“Ainda é um nível elevado, embora menos do que os 15% a.a. do início do ano, mas ainda assim mais do que esperávamos”, sustentou o economista, citando o choque de petróleo como uma das causas.

“O Banco Central tem adotado uma postura mais cautelosa.

No ano que vem, os cortes devem continuar, com perspectiva de que a Selic chegue próximo de 11% a.a. ao final de 2027.”

Para Murrer, o juro alto traz para baixo a economia como um todo.

“Não é uma recessão, mas uma desaceleração do crescimento. Isso dificulta, pois o custo do dinheiro está elevado”, disse.

“Outro ponto importante é que o mercado de crédito tem crescido, mas em um ritmo menor do que nos anos anteriores.”

Além disso, a inadimplência acelerou nos últimos meses, sublinhou o economista.

“Aparentemente, agora fez o pico e deve desacelerar daqui para a frente, mas esses pontos chamam a atenção e desaceleram um pouco a economia”, explicou.

Impacto – Evidentemente, essa desaceleração impacta diretamente o desempenho do setor de máquinas.

“As empresas não conseguem ter lucro com essa taxa de juros”, disparou Felipe Frazão, sócio-diretor da MGM Locações.

“Ainda conseguimos fazer volume para diluir os custos fixos, mas aquele ganho que poderia se reverter em compra de mais equipamento acaba não acontecendo.”

Apesar de a frota estar aumentando, a rentabilidade não está acompanhando, ele comentou.

“Esse número [da pesquisa] poderia ser maior”, afirmou. “Mas para isso teríamos de estar fazendo mais com margem, o que infelizmente não é realidade nesse momento.”

Pelo lado dos fabricantes, a realidade aparentemente é outra, ao menos para alguns players.

“Vemos o mercado brasileiro vivendo um momento muito positivo, impulsionado por diferentes setores, como infraestrutura, construção civil e mineração”, destacou Rafael Nieweglowski, diretor comercial da Volvo CE.

“Para nós, o Brasil sempre foi um mercado estratégico, prova disso é que fomos uma das primeiras marcas a trazer equipamentos elétricos para o país, apostando na entrega de soluções com mais produtividade, segurança e eficiência.”

O diretor de planejamento da Komatsu, Manuel Lovato, reforçou a análise no 2º Radar Tendências, com um alerta importante.

“Estamos no preparando para o provável 2º melhor resultado para o período da série histórica da Abimaq, atrás apenas de 2022”, afirmou.

“Estamos falando de uma demanda realmente forte, na faixa de 30% de crescimento versus 2025”, posicionou.

Por outro lado, afirmou, a perspectiva é de recolhimento na demanda do Governo e maior hesitação nos mercados privados. “Não vemos um ambiente para sustentação desse nível de crescimento no 2º semestre, pois há bastante turbulência”, ponderou Lovato.

“De modo que devemos fechar o ano com um crescimento de 10%.” | (MJ)


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